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Artigos / Opinião / Paulo Pedra

18/04/2019 às 12:03

Morte de ex-presidente peruano provoca onda de suicídios de políticos no Brasil

Suicídio brasileiro

A morte do ex-presidente Alan Garcia nesta quarta-feira (18), que atentou contra a própria vida para não ser preso pela Lava Jato peruana, ao ser acusado de receber propina da empreiteira Odebrecht, causou um 'tsunami de suicídios' de políticos corruptos brasileiros. O primeiro a se suicidar foi o grande chefão da corrupção no Brasil, conhecido como "molusco de quatro dedos", sendo seguido por fiéis em todo o território nacional.

Antes de cometer o ato fatal e no espírito da Semana Santa, num ato de constrição, ele confessou que seu primeiro crime foi o 'roubo de um dedo' de sua própria mão para conseguir aposentadoria prematura. Após uma carreira meteórica de assalto aos cofres da nação e comandando uma quadrilha composta de políticos de todas as matrizes ideológicas e a apoteose na República de Curitiba, onde recebeu o título de doutorado em corrupção, o 'big chefe', num gesto de grandeza, surpreendeu a  todos os brasileiros ao liderar o autoexpurgo de corruptos do Brasil.

Os seus diversos seguidores, a exemplo de outros ex-presidentes, ex-ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, membros do judiciário, seguiram o exemplo e se autoimolaram em arrependimento pelos roubos cometidos. Asnos militantes acompanharam em solidariedade, mesmo sem acreditarem até o último suspiro na culpa dos seus líderes.  A única que não seguiu a orientação do capo foi uma dama que ficou em dúvida de suicídio “seria que quem está vivo é porque não está morto ou se está morto é porque não está vivo, podendo estar vivo e morto com o suicídio...”. Ainda hoje se encontra em profunda filosofia sobre o assunto. 

Após este gesto derradeiro de nobreza dos políticos corruptos, sobraram vagas em presídios, o judiciário diminuíu, em escala gigantesca, o número de  processos em todas as instâncias, com o fim dos privilégios e dos gastos com mordomias e vantagens, os poderes legislativo e judiciário encolheram e reduziram seus custos. O executivo não precisou mais barganhar com vereadores, deputados e senadores para aprovar os projetos. As concorrências e licitações não eram mais viciadas e as empreiteiras não foram mais obrigadas a pagar propinas.

Como resultado, o Brasil prosperou e se tornou um país de primeiro mundo, com educação de qualidade, saúde com igualdade para todos, os empregos voltaram com a capacitação de mão de obra e o retorno dos investimentos. Os índios começaram a ser tratados com dignidade de seres humanos e não relíquias antropológicas. Os brasileiros ficaram, então, felizes para sempre!

O único  que não é utopia nesta história é que no próximo sábado, dia 20, é Dia de Aleluia, dia de 'malhar o Judas' (aquele que se enforcou de arrependimento por ter traído Jesus Cristo num ato de corrupção), e se o STF não censurar, ainda temos a liberdade de expressão de “malhar os Judas” da atualidade, os políticos corruptos, que traem e roubam a vida dos brasileiros e empobrecem a pátria!    

Paulo Pedra

Paulo Pedra
Escritor crítico dos assuntos cotidianos de Mato Grosso e Brasil. Com ele é na pedrada!
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