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14/01/2022 às 09:38

Pânico 5: relembre os quatro primeiros filmes da franquia antes de ir ao cinema

O Entretê resgata, para você, os pontos mais importantes da saga de filmes que mais marcou o fim dos anos 1990

Paulo Henrique Fanaia

Pânico 5: relembre os quatro primeiros filmes da franquia antes de ir ao cinema

Cartaz de Pânico 5

Foto: Divulgação

O ano é 1996 e o gênero terror slasher, aquele em que um assassino mascarado sai matando aleatoriamente, já estava praticamente morto, exalando os últimos suspiros. Mas eis que, das profundezas de Hollywood, surge um gênio salvador chamado Wes Craven, o mesmo cara que dirigiu “Quadrilha de Sádicos”, “A Hora do Pesadelo”, “Mestre dos Desejos” e “Aniversário Macabro”
 
Craven sabia que a fórmula do slasher convencional já estava batida e não assustava mais como fez nos anos 1970 e 1980. E decidiu fazer um filme de terror sobre filmes de terror.
 
“Pânico”, ou do original “Scream”, é um clássico absoluto do cinema que rendeu quatro filmes ótimos. Não apenas por criar um dos assassinos mais emblemáticos dos anos 1990, o temível Ghostface, mas por brincar com todos os clichês que permeiam os filmes de terror.

A franquia é autoconsciente e adota a metalinguagem e o humor ácido para contar as histórias. Os personagens assistem a filmes de terror e conhecem todas as regras como quem vai sobrar no final, para que lado deve correr no caso de uma perseguição e como agir quando o assassino está logo atrás.
 
Para o deleite dos fãs, nessa quinta-feira (13), estreiou nas telonas o quinto filme da franquia, com o título apenas de “Pânico”, sem o numeral. Nele, o público irá acompanhar Sidney Prescott, a mocinha dos quatro anteriores, voltando à cidade de Woodsboro e enfrentando um novo Ghostface.



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Obviamente o filme não tem mais a direção de Wes Craven, que faleceu em 2015, mas a história promete fazer jus à saga que o diretor construiu.
 
Mas se você não lembra muito bem dos quatro filmes anteriores, o Entretê! te conta um pouquinho sobre eles, sem dar spoilers, é claro. E mostra onde assisti-los.
 
Pânico (1996)
 
Este é o primeiro filme da franquia. Sidney Prescott começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da mãe dela, um ano antes. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha de Woodsboro começam a receber ligações de um maníaco, que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra morre.
 
A metalinguagem é muito explorada no primeiro filme, ainda mais com as explicações do nerd Randy e até mesmo dos próprios assassinos.

É difícil escolher a melhor parte do filme, mas, com certeza, a cena em que o Ghostface revela a verdadeira identidade é icônica. Ah!, tem também uma participação super especial do diretor Wes Craven fazendo o papel de um zelador chamado Freddy, vestindo um suéter verde e vermelho impagável.
 
Disponível na Paramount+ e Globoplay.
 
 

Pânico 2 (1997)
 
Sidney agora está na faculdade e, ao lado de novos e velhos amigos, passa a investigar os assassinatos cometidos por um imitador do Ghostface original. “Pânico 2” não perde em nada para o primeiro. A metalinguagem fica bem mais evidente neste filme, com os personagens discutindo a grande leva de continuações que aconteciam e acontecem até hoje em Hollywood. Além de cenas tensas e com mortes muito bem feitas, o filme brinca com o fato de que a continuação sempre deve ser maior, com mais mortes, mas não quer dizer que ela seja melhor, palavras dos próprios personagens.
  
Disponível na Paramount+ e Globoplay.
 


Pânico 3 (2000)
 
Considerado pelos fãs como sendo o filme mais fraco da franquia, “Pânico 3” mostra uma Sidney reclusa enquanto que, ao mesmo tempo, um filme sobre os acontecimentos da franquia está sendo gravado em Hollywood (isso mesmo, um filme dentro de um filme sobre filmes, metalinguagem elevada à enésima potência).
 
Embora as cenas de assassinato sejam mais limpas e com pouco sangue, o filme brinca muito bem com a ideia de pegar uma franquia e estende-la até o ponto onde a história vai ficando cada vez mais sem sentido e como uma franquia deve terminar de uma forma bombástica. A reviravolta sobre a revelação do verdadeiro Ghostface não é tão legal assim, mas é um filme bem divertido.
 
Disponível na Paramount+ e Globoplay.
 
 

Pânico 4 (2011)
 
Após “Pânico 3” não agradar muito, a franquia ficou parada por mais de uma década. Foi então que, em 2011, Wes Craven anuncia o quarto filme da franquia como sendo uma espécie de remake/reboot, um presente para os amantes do terror.
 
Neste filme, Sidney volta à cidade de Woodsboro para o lançamento de seu livro, no qual fala sobre como deixar de se sentir uma vítima. Tão logo ela chega, o assassino Ghostface volta a atacar. Ao lado dos amigos Dewey e Gale, eles precisarão enfrentar uma nova série de mortes. Para complicar ainda mais a situação, os adolescentes da cidade idolatram o massacre de Woodsboro e fãs de filmes de terror celebram o assassino Ghostface.
 
O charme de “Pânico 4” é brincar com a ideia de remakes apresentando novos personagens. Aqui o foco sai um pouco do trio principal e vai para Jill, a sobrinha de Sidney. A reviravolta sobre a identidade do assassino é muito legal e mostra o porquê Wes Craven foi um dos diretores mais importantes do terror.
 
Disponível na Prime Vídeo e Globoplay.
 
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