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19/05/2021 às 10:13

Mostra apresenta mais de 40 filmes dirigidos por mulheres árabes

Túlio Paniago

A 2ª edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino começa nesta quarta (19) e segue até o dia 27 de junho de forma totalmente online e gratuita. O festival conta com mais de 40 títulos de países como Egito, Líbano, Palestina e Sudão. Para conferir tudo, basta acessar o site.

A seleção reúne curtas, médias e longas-metragens, todos dirigidos por mulheres, em recorte que apresenta um amplo panorama da produção cinematográfica árabe. A curadoria é das brasileiras Analu Bambirra e Carol Almeida, junto à egípcia Alia Ayman.

Os trabalhos abordam os mais diversos assuntos, desde questões políticas e críticas sociais até conflitos familiares, utopias, amizades e desigualdades de gênero.

As cineastas também exploram diferentes linguagens. Há filmes de ficção, experimentais, documentários e até obras performática. Esta grande diversidade se apresenta como uma possibilidade de entrar em contato com outras formas de entender o mundo.

Como por exemplo por meio das ficções científicas de Larissa Sansour: “In Vitro” e “No Futuro, Eles Comiam da Melhor Porcelana” (foto ao lado), em parceria com Soren Lind, além de “Patrimônio Nacional” e “Um Êxodo Espacial”.

Em meio a tantos títulos, 27 são inéditos no Brasil. A marroquina Randa Maroufi marca presença no evento com “Escritório de Espera”, “Barbès” e “Portão de Ceuta”. Ela, inclusive, participa de um debate sobre as produções.

Já a diretora Oraib Toukan exibe “Quando Coisas Acontecem” (Palestina/Reino Unido), baseado em conversas por Skype com moradores da região de Gaza no verão de 2014. O filme investiga as faces do luto e como a empatia é capaz de viajar o mundo por meio do universo digital. Afinal, o que exatamente é ver o sofrimento “à distância”?

Outros destaques que nunca estrearam por aqui são “O Protesto Silencioso: Jerusalém 1929” (Palestina), com direção de Mahasen Nasser Eldin, e “Você Já Matou Um Urso – ou Tornando-se Jamila” (Líbano) (foto ao lado), dirigido por Marwa Arsanios.

Também está programada uma homenagem à primeira mulher árabe a dirigir um longa-metragem, a tunisiana Moufida Tlatli (1947-2021), com a exibição do longa “Os Silêncios do Palácio” (1994).

Na trama, Alia é a filha de uma bela serva do palácio do Rei, durante a colonização francesa da Tunísia. Quando, já adulta, recebe a notícia de que o príncipe morreu, ela larga seu marido e retorna para o palácio onde cresceu. Lá, ela relembra toda violência sofrida por ela e sua mãe, enquanto tenta reconstruir sua relação com Sarra, a filha do príncipe, com quem viveu um amor proibido.

O público também pode assistir uma série de debates, mesas-redondas e uma masterclass. Algumas atividades são pré-gravadas e outras acontecem ao vivo.
 
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