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Notícias / Política

07/06/2021 às 13:42

Vereadora denuncia cobrança abusiva nas taxas de guincho e pátio da Prefeitura

Enquanto Detran cobra R$ 11 na diária de carro, Cuiabá cobra R$ 75

Leiagora

Vereadora denuncia cobrança abusiva nas taxas de guincho e pátio da Prefeitura

Foto: Assessoria

A vereadora Michelly Alencar (DEM) denunciou valores abusivos nas taxas de guincho e pátio cobradas pela Prefeitura de Cuiabá dos cidadãos que têm veículo apreendido por alguma irregularidade. Conforme a vereadora, a capital cobra um dos maiores valores do Brasil.

Esse serviço é realizado por uma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura em 2018, que recebe  83,59% de tudo que é arrecadado, repassando apenas 16,41% ao município. Em abril deste ano, conforme informações divulgadas no Diário Oficial, o Executivo renovou esse contrato por mais dois anos e meio.

A Prefeitura e a Rodando Legal cobram R$ 49,00 pela diária de pátio de motos, R$ 75,00 de carros. Já o valor da remoção, que é o guincho, custa R$ 110,00 para moto e R$ e 140,00 para carro. Em comparação com o Detran-MT, por exemplo, a diária de pátio de moto é de R$ 7 reais e a de carro é R$ 11,00.

Como exemplo da situação abusiva, a vereadora conta a história de um homem que teve a moto guinchada em fevereiro deste ano pela falta de pagamento de IPVA e licenciamento. O pagamento dessas taxas e a multa somaram R$ 1.100,00. Ao tentar tirar a moto do pátio da Rodando Legal três meses depois da apreensão, foi cobrado mais cerca de R$4.500 do cidadão referente ao guincho e diária de pátio.

“Isso é um desrespeito com o cidadão cuiabano. Estamos passando por uma grave crise econômica e Prefeitura cobrando esses preços abusivos, uma das maiores taxas do Brasil. Muitas famílias estão perdendo seu automóvel porque o preço total da diária muitas vezes é maior que o valor do veículo. Nós queremos a revisão imediata deste contrato e redução dos valores”, disse a vereadora.

Uma ação de representação de natureza externa apresentada pelo ex-vereador Marcelo Bussiki tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE) questionando esse contrato. A vereadora irá solicitar celeridade no julgamento do caso.

 
Da assessoria

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