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Notícias / Judiciário

15/06/2021 às 17:24

Justiça Federal ouve ex-secretários sobre esquema na Saúde de Cuiabá

Operação deflagrada em dezembro 2018 apurou fraudes em licitação e crimes contra a administração no âmbito da prefeitura

Camilla Zeni

Justiça Federal ouve ex-secretários sobre esquema na Saúde de Cuiabá

Foto: Reprodução

O juiz Paulo Cesar Sodré, da Sétima Vara Criminal da Justiça Federal de Mato Grosso, ouve nesta semana os réus da Operação Sangria, que apurou fraudes em licitações e crimes contra a administração pública no âmbito da Prefeitura de Cuiabá. 

Segundo apurou o Leiagora, o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Corrêa, e o empresário Adriano Luis Alves Souza já foram ouvidos pelo juiz na segunda-feira (14). Nesta terça (15), o magistrado ouviu os médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correa Ribeiro, bem como o
ex-secretário adjunto de Gestão de Saúde de Cuiabá Flávio Alexandre Taques

Os próximos a serem ouvidos são Celita Natalina Liberali, Fábio Taques Figueiredo e 
Kedna Iracema Gouveia.

Ainda conforme a reportagem apurou, as audiências estão sendo realizadas de forma online, em razão da pandemia da covid-19. O processo corre em segredo de Justiça e o Leiagora não teve acesso ao conteúdo do interrogatório.

Nessa ação, os oito foram denunciados por tentarem interferir nas investigações dos crimes cometidos pela organização criminosa da qual faziam parte. Conforme o Ministério Público do Estado (MPE), responsável pela denúncia, eles se valiam da posição privilegiada para garantir um monopólio na Saúde.

A operação

A Operação Sangria foi deflagrada em 4 de dezembro de 2018 para apurar fraudes em licitações e crimes contra a administração pública. O então secretário de Saúde, Huark Douglas, chegou a ser preso no dia 18 daquele mês, em uma segunda fase da operação.

Conforme a Polícia Civil, o objetivo foi apurar um esquema de monopólio na Saúde de Cuiabá por meio de irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações.

Ao todo, oito pessoas foram denunciadas à Justiça: Huark Douglas Correia, Fábio Liberali Weissheimer, Luciano Correia Ribeiro, Celita Natalina Liberali Weissheimer, Adriano Luís Alves Souza, Fábio Alex Taques Figueiredo, Flávio Alexandre Taques da Silva e Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea.

Grupo criminoso

Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), a organização criminosa era dividada entre um “núcleo de liderança” e um "núcleo de subalternos". Do primeiro, faziam parte o ex-secretário Huark e os médicos Luciano Corrêa e Fábio Liberalli. Do segundo, o ex-secretário-adjunto de Saúde, Flávio Taques, além de Adriano Souza, Celita Liberali, Fábio Taques, e Kedna Servo Gouvêa.

O processo acabou remetido para a Justiça Federal em abril de 2019, a pedido do MPE, depois que observou que as empresas investigadas pela suposta fraude em licitação e monopólio na Saúde tinham contratos com outros municípios mato-grossenses.

Segundo o órgão, elas recebiam por verbas do Fundo Nacional de Saúde (FNS), pelos serviços prestados ao Serviço Único de Saúde, e, por isso caberia à esfera federal julgar o caso. Desde então, o processo tramita em segredo de Justiça.

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