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Notícias / Política

18/06/2021 às 12:07

Deputado critica profissionais da educação que tentam escolher vacina

O parlamentar afirmou ter ouvido de profissionais que estão aguardando doses da Pfizer e da Johnson por confiarem mais na eficácia

Camilla Zeni

Deputado critica profissionais da educação que tentam escolher vacina

Foto: Camilla Zeni/Leiagora

As fortes reações da vacina contra a covid-19, AstraZeneca, que ganharam ainda mais luz com diversos depoimentos e brincadeiras na internet, além de questionamentos quanto à eficácia de outros imunizantes, como a CoronaVac, seriam algumas das razões pelas quais profissionais da educação estariam deixando de se vacinar em Mato Grosso. 

As colocações foram do deputado estadual Thiago Silva (MDB), um dos principais articuladores da Assembleia Legislativa (ALMT) para a vacinação desse público. Segundo o parlamentar, ele próprio teria ouvido relato de profissionais questionando a eficácia da vacinação. 

“Infelizmente a gente tem recebido essas informações. Muitos profissionais da Educação não vacinaram ainda, preocupados se realmente a vacina que foi disponibilizada é confiável. O questionamento é sobre isso. Alguns estão aguardando a Pfizer e a vacina da Johnson para que realmente possam ter uma vacina mais confiável”, comentou o deputado, depois que a Prefeitura de Cuiabá divulgou que mais de mil profissionais da educação deixaram de se vacinar.

A posição do deputado vai de encontro à opinião do deputado estadual Dr. João (MDB), presidente da Comissão de Saúde. Na visão do emedebista, as faltas estariam acontecendo por falta de campanha por parte dos municípios. Ele defendeu ainda que as prefeituras vão atrás do público-alvo para garantir a imunização de todos. 

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) também justificou que haveria grande reclamação sobre a falta de notificação do horário de agendamento. Na visão de Thiago Silva, porém, não se trata de desinformação, mas de uma escolha de imunizantes.

“Os profissionais estão preocupados com essa situação. Acreditam que a Pfizer seja mais eficaz do que outras vacinas, como a CoronaVac. E essa discussão existe não só aqui em Mato Grosso, mas em outros estados também. O que eu vejo é que, independente da vacina, a pessoa quando é vacinada já cria uma imunidade, já é um avanço muito grande”, completou. 

Thiago ressaltou ser um defensor da vacinação e garantiu que a Assembleia segue na articulação para que os profissionais se vacinem. Ele lembrou ainda que há um combinado para que os profissionais sejam vacinados antes do retorno dos alunos às salas de aula, previsto para o início de agosto.

“Dependemos da conscientização de todos. Boa parte da população está procurando ser vacinada e esse é o momento dos profissionais da educação se reunirem e serem vacinados”, acrescentou. 

Conforme a Prefeitura de Cuiabá, pouco mais de 1,5 mil profissionais da educação teriam deixado de se vacinar entre os dias 4 e 12 de junho. Segundo a atualização da vacinação, porém, até a noite de quarta-feira (16) 14 mil profissionais já tinham recebido a primeira dose das vacinas. Ao todo, na Capital, são esperados 17 mil profissionais da educação. 

Já em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde foi procurada para acompanhamento da vacinação dos professores. Contudo, a reportagem não obteve retorno até a publicação da matéria.

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