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Notícias / Política

12/09/2021 às 17:09

Eduardo Leite diz que não será ativista, mas defende políticas transversais para promover igualdade

Ele adiantou que não pretende tratar as causas LGBTs como carro-chefe, mas irá inserir dentro de seu governo a pluralidade com mulheres, negros, LGBTs para atuarem na criação de ações voltadas às minorias

Da Redação - Alline Marques / Reportagem local - Paulo Henrique Fanaia

Eduardo Leite diz que não será ativista, mas defende políticas transversais para promover igualdade

Foto: Assessoria

Após ter se assumido gay, o governador do Rio Grande o Sul, Eduardo Leite (PSDB) passou a ser questionado sobre o assunto e em Cuiabá não foi diferente. perguntado sobre quais serão suas políticas voltadas às comunidades LGBTQIA+, o tucano enaltece a diversidade brasileira como um todo e adianta que não é um ativista, mas promete trabalhar a questão das diferenças de maneira transversal no governo, pensando em políticas de igualdade dentro da Educação, Saúde, Segurança Pública e colocar também pessoas diversas no comando das pastas para que possam encontrar soluções criativas para o país. 

Pretenso candidato à Presidência da República, ele garante que sua orientação sexual não influencia no voto do cidadão. De acordo com ele, pesquisas apontam que 90% das pessoas não deixariam de votar em uma pessoa pela sua orientação sexual. Ainda assim, ao falar em diversidade prefere não especificar e coloca que o Brasil não pode aceitar que se trate a diferença como um problema, porque ao contrário, isso é um ativo que torna o país maior, mais criativo e mais rico. 

“O BR não pode aceitar que se trate a diferença, a diversidade, como um problema, porque não só não é um problema como é um ativo as diferenças, diferentes raças, credos religiosos, gêneros, orientação sexual, as diferenças culturais, que a gente tem em cada região, não nos torna menores, mas sim maiores, mais criativos e mais rico. A iniciativa privada tem observado isso, e tem percebido o quanto é importante constituir times diversos, porque se você tiver um grupo de homens brancos de meia-idade olhando um problema, eles vão pensar na solução através de experiências muito semelhantes, e consequentemente a solução será uma. Se você tiver num grupo de homens, mulheres, negros, brancos, indígenas, pessoas com deficiência, LGBT, olhando para o mesmo problema a partir de diferentes experiências, mais soluções poderão aparecer. São mais experiências olhando por vários ângulos para o mesmo problema, permite mais criatividade. A diversidade nos faz mais ricos, deve servir como alavanca para o país, não como um problema a ser combatido”, declarou em entrevista coletiva durante encontro do PSDB nesse sábado em Cuiabá. 

Para ele, o povo brasileiro não é preconceituoso, apesar de que a declaração de alguns se fazer transparecer o que acaba fazendo com isso se sobressaia. Sobre a existência de outros políticos que ainda não tiveram coragem de assumir, Eduardo diz que é preciso respeita. “Eu mesmo só vim falar sobre minha orientação sexual, embora nunca tenha escondido, ou tentado fazer crer que não era, não falava sobre isso porque não queria ser conhecido como político gay, mas sim pela minha capacidade de governar e fazer transformação na política. É mais sobre o que eu posso fazer na política para mudar a vida do outro e a minha orientação sexual diz respeito a minha vida e não a do outro, mas alcançar a posição que eu alcancei e ao falar publicamente sobre isso, acaba tocando na vida dos outros”, justificou.

Eduardo comentou sobre uma declaração recente de que não teria as políticas para a população LGBT como carro-chefe de seu governo, e alegou ter sido mal interpretado. De acordo com ele “tanto a política para população LGBT quanto para promoção de igualdade de gênero, para homens e mulheres, promoção da igualdade racial, combate ao preconceito racial, como a garantia de direitos às pessoas com deficiência, todo luta que diz respeito à igualdade, à promoção de direitos iguais, estarão sim como presença prioritária dentro do governo do Brasil”. 

No entanto, não pretende se tornar um ativista da causa. “É importante que existam ativistas entre as mulheres, mas nem todas as mulheres precisam ser ativistas, feministas, importante ativista no combate ao preconceito, mas nem todo negro precisa ser ativista pelo combate ao preconceito racial, embora deva colaborar, mas não precisa ser a luta exclusiva na sua vida. Eu sou gay, já falei publicamente, defendo a causa, nem por isso significa que será o ativismo e esta causa será carro-chefe até porque temos fome, miséria e desemprego e também tem esse problema, temos vários outros problemas a ser cuidado, este também terá nossa atenção, como vários outros terão destaques no nosso programa”, declarou. 

Para ele é preciso combater o preconceito, os crimes contra as populações LGBT, negras e mulheres, e por isso o Brasil precisa entender que governar não é apenas orçamento, é fazer obras, mas também é sobre liderar na direção correta do ponto de vista civilizatório. 

“É uma política transversal. Não deve ser apenas de uma secretaria, deve permear política de saúde específicas para esta população, de segurança pública para combater os crimes, especialmente contra a vida da população LGBT, campanha de conscientização, educação, para que se compreenda as diferenças para que não cometam bullying com crianças e jovens que sejam LGBT que acabam motivados ou cometendo suicídio por orientação sexual”, explicou.

E Eduardo ainda elencou algumas das ações realizadas no Rio Grande do Sul. “O nosso estado tem pela primeira vez, por exemplo, uma secretária adjunta de estado transexual que fez, assim como historicamente, houve a primeira mulher a ser deputada no Congresso, nas Assembleias e Câmaras, tiveram que adaptar banheiros, quando pessoas com deficiências ocuparam cargos eletivos, plenários tiveram que ser adequados, colocar um transexual em cargo de destaque demandou o governo rever a forma como os banheiros eram utilizados, fazer campanha para uso do banheiro sem preconceito dentro do centro político administrativo do estado. Dentro do sistema prisional gaúcho implementamos toda uma política para atender apenados trans ou da população LGBT que precisam de tratamentos especiais no ambiente em que estão reclusos, sempre trabalhamos o tema, nunca tive problema de trabalhar na promoção da igualdade, defender a causa. Só não pretendo me alçar na condição de ativista, embora sejam muitos importantes”, finalizou.

 
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