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Notícias / Política

19/12/2022 às 17:05

Fávaro perde força para assumir Ministério da Agricultura devido à suplência e indicações do PSD

Além da preocupação em ter uma bolsonarista assumida no cargo de senadora, mesmo ela admitindo que pode mudar para o PSD, Fávaro ainda enfrenta resistência ao fato de o partido já ter outros dois ministérios

Kamila Arruda

Fávaro perde força para assumir Ministério da Agricultura devido à suplência e indicações do PSD

Foto: Reprodução

Os problemas com a suplência devem deixar o senador Carlos Fávaro (PSD) de fora do alto escalão da República. Cotado para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o social-democrata teria perdido a preferência da indicação por conta do posicionamento da primeira-suplente, a empresária Margareth Buzetti (PP).

Mesmo com a garantia de que ela deixaria o Progressista (PP) e se filiaria ao PSD, o imbróglio ainda preocupa as lideranças do novo governo e tem afastado Fávaro da cadeira de ministro.

Apesar de em Mato Grosso o PP estar na coligação que defendeu a candidatura de Lula a presidência, Buzetti fez campanha para o presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso, inclusive, com duras críticas ao ex-presidente Lula. O fato gerou um grande mal-estar, porque além da questão partidária ela ocupa a primeira suplência de Fávaro, que foi o coordenador-geral da campanha petista no Estado.

O que ocorre é que o presidente eleito quer priorizar uma base forte no Congresso, para evitar desfalques na base política do governo, principalmente no Senado. O presidente sinalizou que vai calibrar essas indicações, além disso, o PSD já estaria com o comando de dois ministérios: Infraestrutura e Turismo. O que pode acabar dificultando também que Fávaro seja o terceiro nome da legenda com cargo no alto escalão. 

Diante disso, a briga pelo cargo estaria entre o deputado federal Neri Geller (PP) e o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), ambos de Mato Grosso. Contemplando o parlamentar, que ficará de fora do Congresso Nacional no próximo ano pois perder a corrida à senatória, o presidente petista atrairia, ainda mais, para o seu arco de alianças o Progressistas. Além disso, reforçaria a sua bancada governista na Câmara e no Senado Federal.

Já Leitão tem se articulado pelas beiradas, se aproveitando ada sua proximidade com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. O seu portifólio como político também o credenciaria para o cargo. Além disso, em Mato Grosso o nome de Leitão tem maior aceitação entre os produtores do que o de Neri, que enfrenta forte resistência por parte de lideranças ligadas a entidades como Aprosoja e Famato. 

Nos bastidores, Neri teria a preferência, por conta do empenho que teve na campanha presidencial. No entanto, a nova gestão ainda não sabe se está disposta a enfrentar o desgaste de nomear como ministro um parlamentar que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar de já haver uma liminar o credenciando a ocupar cargos públicos.
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