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Notícias / Polícia

13/03/2019 às 08:21

Polícia deflagra operação para prender 128 pessoas por fraude ambiental

Os alvos são representantes legais e operacionais, engenheiros florestais e ex-servidores da Sema

Luzia Araújo

Polícia deflagra operação para prender 128 pessoas por fraude ambiental

Polícia deflagra operação para prender 128 pessoas por fraude ambiental

Foto: PJC/MT

Vinte e três municípios do Estado foram alvos da operação, “Terra a Vista”, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, quarta-feira (13.03), para prender pessoas suspeitas de envolvimento em uma fraude ambiental que ultrapassa R$ 150 milhões. Os suspeitos são representantes legais e operacionais, engenheiros florestais e ex-servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Serão cumprimentos de 128 mandados de prisão e 12 buscas e apreensão, nos municípios de:  Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Apiacás, Paranaíta, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Itaúba, Matupá, Marcelândia, Claúdia, Santa Carmem, Ipiranga do Norte , Feliz Natal, Sorriso, Sinop, Juara, Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Castanheira, Arenápolis.  

A operação é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com o objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

O trabalho de apuração começou no ano de 2014, com o auxílio de uma auditoria realizada pela própria Sema, que descobriu um esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais, beneficiando diversas empresas do ramo madeireiro e terceiros (com inserção de dados falsos no sistema).

Muitos créditos circularam para outras empresas gerando Guias Florestais inidôneas, as quais podem ter sido usadas para acobertar operações ilegais, promovendo, em tese, tanto a circulação de produto florestal de origem ilícita, quanto à lavagem dos valores correspondentes a essas mercadorias ilegais (madeiras extraídas ilegalmente, lavagem de dinheiro).
Com Assessoria PJC/MT

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