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Notícias / Polícia

06/12/2023 às 10:53

OPERAÇÃO RETOMADA II

PF cumpre mandados em MT para desarticular grupo que provocou o maior desmatamento do bioma amazônico

Justiça Federal também decretou o sequestro de aproximadamente R$ 116 milhões, nove imóveis, além do afastamento das funções dos servidores públicos envolvidos

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PF cumpre mandados em MT para desarticular grupo que provocou o maior desmatamento do bioma amazônico

Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (06) a Operação Retomada II visando desarticular organização criminosa voltada à realização de fraudes com o objetivo de invadir e desmatar terras da União. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso e no Pará.  Cerca de 80 policiais participam da operação.

Os alvos são engenheiros, empresários e servidores públicos daquele estado, junto a uma família de agropecuaristas, que possivelmente fazem parte da organização criminosa. Na primeira fase da operação, realizada em agosto deste ano, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Novo Progresso/PA e Sinop/MT, sequestro de veículos, cerca de 20 imóveis, sendo 11 fazendas, bem como a indisponibilidade de 10 mil cabeças de gado.

Dessa vez, foram 11 mandados de busca e apreensão nos dois estados. A Justiça Federal também decretou o sequestro de aproximadamente R$ 116 milhões, nove imóveis, além do afastamento das funções dos servidores públicos envolvidos. Duas empresas de regularização fundiária também foram alvo, bem como o escritório de uma advogada que teria acesso privilegiado a autuações e embargos realizados por uma autarquia ambiental federal.

De acordo com as investigações, estima-se que tenham sido “grilados” cerca de 22 mil hectares que, em boa parte, foram objeto de desmatamento para a inserção de gado. As empresas, por meio de seus sócios e funcionários, teriam fraudado cadastros de áreas públicas da União através da inserção de dados falsos em sistemas e falsificação de documentos. Os funcionários das empresas atuavam, ainda, no planejamento e acompanhamento em tempo real do desmatamento.

A advogada mencionada também é investigada por, supostamente, negociar o pagamento de propina a servidores públicos estaduais que teriam flagrado o desmatamento ilegal. A Justiça também decretou o afastamento dela das funções.
Com Assesoria
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