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Notícias / Judiciário

07/05/2024 às 11:04

DECISÃO

Marido de pecuarista responsável por duplo homicídio em Peixoto tem prisão revogada pela Justiça

No documento, a magistrada aponta que a prisão de Márcio ocorreu de forma errônea

Eloany Nascimento e Amanda Garcia

Marido de pecuarista responsável por duplo homicídio em Peixoto tem prisão revogada pela Justiça

Foto: reprodução

O marido da pecuarista Inês Gemilaki, Márcio Ferreira Gonçalves, teve a prisão revogada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesta segunda-feira (6). Ele era apontado como um dos responsáveis pela invasão e duplo homicídio de idosos ocorrido em abril, no município de Peixoto de Azevedo. 

A decisão foi da juíza da 2° Vara Criminal do município, Paula Tathiana Pinheiro. No documento, a magistrada aponta que a prisão de Márcio ocorreu de forma errônea. 

No indiciamento, a Delegacia de Peixoto de Azevedo indicou que Márcio teria ficado do lado de fora em uma caminhonete para prestar apoio na fuga. Um dia após o crime ele foi preso em Alta Floresta. 

Consta no documento que a Defesa técnica asseverou que a prisão preventiva foi decretada erroneamente, haja vista da identificação incorreta feita pela Polícia Civil, sendo que o indivíduo que aparece nas imagens das câmeras de segurança do local dos delitos era, na verdade, irmão de Márcio, Éder Gonçalves Rodrigues, cuja prisão foi efetuada juntamente com ele. 

“Como bem se verificam das filmagens testilhadas, não havia uma quarta pessoa envolvida no delito, mas tão somente três, quais sejam: Inês Gemilaki, Bruno Gemilaki e Éder Gonçalves Rodrigues, irmão, pois, do requerente”, diz trecho da decisão. 

Os outros investigados seguem presos e foram denunciados pelo Ministério Público, pela morte de Pilson Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo e também pela tentativa de homicídio contra o padre José Roberto Domingos, que foi atingido com um tiro, e o dono do imóvel, que era o alvo principal, Enerci Afonso Lavall, mais conhecido como "Polaco".

O MP pediu ainda o pagamento de mais de R$ 1,8 milhão em favor dos familiares das vítimas. Os valores foram divididos levando em conta as vítimas Pilson (R$ 1 milhão) e Rui (R$ 700 mil). Para os sobreviventes, o promotor pediu o valor de R$ 150 mil cada.

O caso 

O crime ocorreu no domingo (21), durante um almoço em família. A mãe, o filho, e o cunhado da mulher, Eder Gonçalves Rodrigues, invadiram o local e mataram a tiros Rui Luiz Bogo, de 69 anos, e Pilson Pereira da Silva, 81 anos.

Inês e o filho eram antigos inquilinos do imóvel e, supostas dívidas deixadas pela família teriam originado um desacordo entre as partes. 
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