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Notícias / Política

10/06/2024 às 17:04

OPERAÇÃO RAGNATELA

'Não peço CPF e nem ficha corrida de quem pede para tirar foto comigo', diz Emanuel sobre faccionados

De acordo com Emanuel, o fato de faccionados estarem soltos nas ruas de Cuiabá se deve ao mau funcionamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado

Vanessa Araujo

'Não peço CPF e nem ficha corrida de quem pede para tirar foto comigo', diz Emanuel sobre faccionados

Foto: Reprodução

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) justificou que sua aparição em fotos com faccionados investigados no bojo da Operação Ragnatela, deflagada na última quarta-feira (5) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT) se deve ao fato de ser uma pessoa acessível e por isso, não nega pedidos de fotos com ninguém. 

“Em relação à foto, se tem um político ‘facinho, facinho’ nessa cidade e no estado esse político se chama Emanuel Pinheiro. Eu sou popular, sou do povo. […] Eu não peço CPF e nem ficha corrida de quem pede para tirar foto comigo, ninguém pede, eu sou do ‘povão’ mesmo”, justificou Emanuel em entrevista ao Notícia de Frente nesta segunda-feira (10). 



Por outro lado, Emanuel criticou a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), argumentando que a ineficiência do órgão permite que faccionados estejam livres pelas ruas de Mato Grosso.

“Caberia a Secretaria de Segurança Pública do Estado funcionar, a ordem aí está invertida, se a Secretaria de Segurança Pública do Estado funcionasse, se nós não tivéssemos o maior índice de criminalidade do país. […] Se a nossa Polícia Militar tivesse o apoio do governo do Estado, tivesse equipada, motivada, respeitada, incentivada, dando as condições para o policiamento ostensivo e preventivo, com certeza a situação seria bem melhor, eles estariam até presos se fosse o caso e não estariam aí se aproximando de autoridades”, declarou.


A operação
 
A investigação identificou que criminosos ligados ao CV teriam adquirido algumas casas noturnas em Cuiabá com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.

Foi identificado também que os integrantes da facção repassaram ordens para que não fosse contratado artista de São Paulo, tendo em vista que o estado é berço do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa rival do Comando Vermelho.
 
Por conta dessa ordem, o artista conhecido como MC Daniel foi hostilizado durante a realização de um show em Cuiabá, em dezembro de 2023, e teve que sair escoltado do local. O integrante da facção que promoveu o show foi punido pelo grupo com a pena de ficar sem realizar shows e frequentar casas noturnas em Cuiabá, pelo período de dois anos.

Durante as investigações também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária, como o vereador Paulo Henrique.
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