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Notícias / Política

11/06/2024 às 10:43

SE DEFENDEU

Após ser alvo de operação, vereador alega inocência e se licencia por 30 dias para focar em sua defesa

Com lágrimas nos olhos, o vereador garantiu que é inocente e afirma que irá provar isso as autoridades policiais

Kamila Arruda

Após ser alvo de operação, vereador alega inocência e se licencia por 30 dias para focar em sua defesa

Foto: Câmara de Cuiabá

O vereador Paulo Henrique (PV) se licenciou do cargo por 31 dias para focar na construção da tese de defesa no inquérito em que é investigado por suposta ligação com uma facção criminosa, a qual utilizava de casas de shows para lavar dinheiro do tráfico. O parlamentar anunciou essa “saída de cena" durante discurso na tribuna da Câmara de Cuiabá, na sessão ordinária desta terça-feira (11).

Ele ainda aproveitou a oportunidade para se defender das acusações que constam no inquérito policial que culminou na Operação Ragnatela, deflagrada na semana passada.

Com lágrimas nos olhos, o vereador garantiu que é inocente e afirma que irá provar isso as autoridades policiais. “A minha prioridade é minha honra, é minha família. Quero provar o mais rápido possível a minha inocência. Eu poderia simplesmente vir aqui entregar a licença e nem dar satisfação, mas respeito todos, a população, meus eleitores, os vereadores, todos, e muito. Eu falo com tranquilidade, pela honra da minha família, pelos meus eleitores, e por 36 anos de prefeitura, vou provar minha inocência nos autos”, disse.


​Paulo Henrique foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Ragnatela, e é suspeito de facilitar autorizações e emissões de alvarás para realização de eventos, junto a Secretaria de Ordem Pública.

Com relação a isso, o parlamentar admite que realmente recebia pedidos dessa natureza, mas que apenas indicava o setor público responsável por esse serviço. O emedebista garante que nunca utilizou de influência para garantir a liberação de licenças.


"Como vereador, algumas vezes fui procurado por promotores de shows pretendendo a liberação de licenças e alvarás. Sempre me limitei a encaminhar tais pedidos para a pasta específica, sem nunca ter requerido qualquer privilégio a quem quer que seja", disse, acrescentando que tal investigação está em andamento há mais de dois anos e que seu sigilo bancário foi quebrado, comprovando que ele não tem qualquer relação com o esquema investigado.

"A verdade indiscutível é que não existe nenhum depósito ilícito e nem contribuição ilegal nas minhas contas", completou.

Além de estar sendo investigado pelas autoridades policiais, um grupo de vereadores de oposição acionaram a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Parlamento Municipal, para apurar a conduta de Paulo Henrique,
na segunda-feira (10). A medida pode resultar na cassação de seu mandato, ou outras penalidades.
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