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Notícias / Política

17/06/2024 às 17:05

PL DO ABORTO

Senadora critica Abilio por desrespeitar mulheres e passar a mão na cabeça de estuprador

“Ele está julgando todas as mulheres como se fizessem aborto para curtir a vida, ele não sabe nada”, afirmou Buzetti

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Senadora critica Abilio por desrespeitar mulheres e passar a mão na cabeça de estuprador

Foto: Reprodução

A senadora Margareth Buzetti (PSD) fez duras críticas ao posicionamento do deputado federal, Abilio Brunini (PL) que acusou mulheres vítimas de estupro, de abortar para curtir a vida, e destacou que “ele não sabe de nada” e que a defesa ao Projeto de Lei que foi apelidado de “PL do Estupro” é o mesmo que “passar a mão na cabeça do estuprador”.
 
“Essa fala é horrível! Ele está julgando todas as mulheres como se fizessem aborto para curtir a vida, ele não sabe nada, quem pode falar sobre isso é a mulher, não é padre, não é bispo e não é o homem”, afirmou a parlamentar em entrevista na rádio CBN, na manhã desta segunda-feira (17).
 
Margareth lembra que o projeto foi apresentado por um homem, com um requerimento de urgência assinado por 33 homens e foi aprovado por maioria homem, representando um total desrespeito à mulher. “Não podemos ser só um corpo, um objeto, que é usado e descartado. Aí, eu estupro você e você tem que ter um filho, isso estimula a violência”, declarou.
 
A senadora destacou que o projeto não se trata de liberar o aborto e deixou claro que não é a favor da descriminalização do ato. “Eu tive dois abortos espontâneos, com cinco meses, e isso é muito difícil, é muito traumático. Você pensa: ‘o que fiz de errado?’. Agora você imagina uma menina do interior, que normalmente são crianças pobres estupradas dentro da casa? Nós temos dados que mostram que 80% dos estupros são de 8 a 13 anos e ocorre dentro de casa, ela nem sabe o que está acontecendo com ela, aí você joga essa menina dentro de uma cela como homicida. Você vai jogar o responsável por ela numa cela por 20 anos, enquanto o estuprador tem uma pena de 14 anos?”, questionou, ponderando que a proposta está empurrando a mulher para a clandestinidade.
 
A senadora acredita que a discussão trata-se de uma politização cega liderada pela extrema direita. “As pessoas atacam sem entender, estão rasgando o código penal, vamos mudar apenas por uma questão política”, afirmou, lembrando que é autora do pacote antifeminicídio, que conta com três requerimentos de urgência, e até hoje não foi colocado em votação.
 
A senadora ainda disse ter sugerido ao autor do projeto que coloque na proposta a classificação do crime de estupro como hediondo, para que a pena seja de 40 anos, e ponderou que existem muitas outras propostas relevantes para ser debatida, antes desta matéria que tira direitos das mulheres.
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