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18/06/2024 às 18:03

OPERAÇÃO PANTANAL

Ação conjunta visa reduzir impactos da seca no Pantanal em 2024

O objetivo é de minimizar e precaver possíveis focos de incêndio que podem ganhar grande proporção na região

Da Redação - Luíza Vieira / Da Reportagem Local - Jardel P. Arruda

Ação conjunta visa reduzir impactos da seca no Pantanal em 2024

Foto: Reprodução

Aeronaves, poços artesianos e até a possibilidade de que uma usina hifrelétrica auxilie no abastecimento de água, essas são algumas das medidas adotadas pela Operação Pantanal 2024.

O objetivo é de minimizar e precaver possíveis impactos gerados pelas queimadas neste ano, visto que previsões climáticas apontam para uma seca ainda mais devastadora que a de 2020, que gerou a destruição de 30% do bioma.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Carlos Avallone, destacou o trabalho em parceria com demais instituições, com os próprios fazendeiros e donos de pousadas da região na discussão sobre práticas que pudessem auxiliar no período de seca na planície alagada.

Dentre eles, o parlamentar destaca a produção de poços artesianos, a reabertura de estrada vicinais, que são caracterizadas como vias rurais que ligam localidades ou cidades vizinhas, e o apoio da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros que irão disponibilizar aeronaves para o combate, em casos de incêndios. 

“Essa preparação é intensa, além dos poços na transpantaneira na região de Barão de Melgaço, locais para os animais beberem, os bombeiros pegarem água para o combate aos incêndios, estamos reabrindo as estradas vicinais, mais de 800 quilômetros de estradas tanto em Barão como aqui. São muitas ações, pistas de pouso serão ampliadas, Defesa Civil já contratando os aviões para fazer o combate aos incêndios, toda uma estrutura preparada para que a gente consiga minimizar os impactos”, destacou o parlamentar.

Para além disso, Avallone explicou que visa junto à Usina de Manso, a possibilidade de que a barragem da hidrelétrica possa liberar maior quantidade de água para o Rio Cuiabá, no intuito de que o afluente garanta maior vazão no período de seca no Pantanal. Conforme o deputado o pedido foi realizado na última quarta-feira (12) e deve estar sob análise. “Nós fizemos um pedido pela Assembleia, para que Manso pudesse liberar mais água para o Rio Cuiabá para a gente ter uma melhor quantidade de água aqui no Pantanal, o que isso também acaba ajudando”, Avallone.

No intuito de melhor preservar a região e evitar grandes incêndios, o período proibitivo de uso de fogo no Pantanal chegou a ser antecipado, tendo início nessa segunda-feira (17), conforme publicado no Diário Oficial. A medida era adotada geralmente no mês de agosto, mas diante do aumento de focos de incêndio na porção mato-grossense e sul-mato-grossense houve alterações.        

Somado a isso, conforme a Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros e comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, Pryscilla Souza ao todo mais de 53 militares estarão na região pantaneira para impedir ou rapidamente apagar focos de incêndio, ela destaca ainda a criação de 12 instrumentos de resposta ao combate ao fogo como:

“Em Porto Jofre, apoio da marinha do Brasil com uma embarcação específica na região, para monitorar e combater, dando suporte aos nossos militares. Temos o ponto específico na Transpantaneira, vai ter equipe específica para agir caso tenha algum incêndio, são pontos distribuídos no Pantanal que irão contribuir no combate ao incêndio”.

Medidas de prevenção às queimadas têm se intensificado, principalmente, após a publicação do relatório da Agência Nacional das Águas (ANA), que aponta que região pantaneira irá sofrer com seca intensa, superior ao período recorde registrado em 2020. Com isso, desde o ano passado o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Ministério do Meio Ambiente e demais instituições elaboraram juntos, medidas que visam conter possíveis incêndios e evitar que se repita o desastre ambiental que impactou o ecossistema pantaneiro, ocorrido há 3 anos atrás.

Conforme a secretária de Estado de Meio Ambiente Mauren Lazzaretti ainda neste mês, membros do Ministério do Meio Ambiente deverão visitar Mato Grosso para a discussão de novas ações que possam auxiliar na redução dos impactos previstos para 2024.

“Na próxima semana, nós iremos receber o Ministério do Meio Ambiente para uma reunião operacional visando congregar as ações do planejamento estratégico do Governo Federal, com as ações do Governo de Mato Grosso que atua junto do Governo de Mato Grosso do Sul. Essas ações, nós esperamos que gerem um resultado bastante positivo em mitigar os efeitos climáticos que estão previstos”.
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