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Notícias / Polícia

10/07/2024 às 08:00

EXECUÇÃO EM CUIABÁ

Desconfiança do vínculo de amizade entre Zampieri e desembargador do TJMT estava por trás da motivação do crime

Fazendeiro indiciado como mandante acreditava que a 'influência' poderia acarretar na perda da terra avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões

Eloany Nascimento

Desconfiança do vínculo de amizade entre Zampieri e desembargador do TJMT estava por trás da motivação do crime

Foto: Helder Douglas/Montagem Leiagora

O delegado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, apontou que a desconfiança do vínculo de amizade entre Roberto Zampieri e um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso teria motivado o produtor rural Aníbal Laurindo a encomendar o assassinato do jurista. O fazendeiro acreditava que a 'influência' poderia acarretar na perda da terra supostamente de sua família, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

“Esse é o motivo, a motivação. Agora, em relação à eventual investigação sobre esse caso, cabe ao CNJ [Conselho Nacional de Justiça] que, inclusive, já está fazendo aí suas vezes. Pediu a análise do celular para poder fazer as investigações devidas, mas o homicídio figurou como motivação”, explicou.

O titular do inquérito policial esclareceu ainda que Aníbal chegou a declarar a desconfiança do vínculo do advogado com o desembargador no processo cível com uma suspeição, que é quando o juiz tem a sua imparcialidade questionada por conta de situações pessoais ou posicionamento na lide, como amizade ou inimizade com uma das partes, familiaridade, entre outros. Na ocasião, o magistrado negou a proximidade e se afastou do caso.

O produtor temia perder sua fazenda em área avaliada em R$ 100 milhões no município de Paranatinga (385 km de Cuiabá), assim como aconteceu com o irmão, identificado apenas como Wanderley.

Diante do temor, Aníbal entrou com interdição de terceiros para defender a área. Situação em que acionou o coronel da reserva remunerada do Exército Brasileiro, Etevaldo Caçadini, que contratou o intermediário Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o executor do assassinato, Antônio Gomes da Silva.

“Etevaldo Caçadini e o Aníbal tinham o mesmo pensamento ideológico. O Caçadini já atuou também na brigada de Rondonópolis. Então, eles tinham essa proximidade, devido a todo esse movimento, mesmo pensamento que foi aí como se conheceram. Ele [Caçadini] foi para Minas Gerais e fez contato com o intermediário e executor”, detalhou.

As informações foram prestadas em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (9), na DHPP. O fazendeiro foi indiciado por homicídio qualificado por paga e promessa de recompensa e por traição de emboscada. 

Zampieri foi morto em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, no dia 5 de dezembro de 2023. Seguem presos pelo crime o executor Antônio Gomes da Silva, o intermediário Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o financiador, o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Todos foram indiciados por homicídio qualificado.
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