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Notícias / Polícia

31/10/2024 às 11:22

PIRÂMIDE FINANCEIRA

Empresária, médico e ex-policial federal são alvos de operação que investiga esquema que causou R$ 2,5 milhões de prejuízo a 'investidores'

A 'especialista em investimentos' teve o mandado de prisão cumprido no aeroporto de Sinop, quando desembarcava de uma viagem que fazia para o nordeste do país

Eloany Nascimento

Empresária, médico e ex-policial federal são alvos de operação que investiga esquema que causou R$ 2,5 milhões de prejuízo a 'investidores'

Foto: reprodução/Montagem Leiagora

Empresária 'especialista em investimentos' Taiza Rossan, um médico e um ex-policial federal, são alvos da Operação Cleópatra, deflagrada na manhã desta quinta-feira (31), pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor. O grupo é investigado por envolvimento em um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo a 'investidores' na casa dos R$ 2,5 milhões.

Na ação, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, além de mandados para bloqueios de bens e valores e suspensão de atividades econômicas de empresas, que são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Sinop.

As investigações apontaram que entre os alvos da operação está uma empresária, apontada como líder do esquema criminoso e que se apresentava como especialista em investimentos. Aliados à suspeita, estavam um médico e um ex-policial federal que também são alvos da investigação. Os investigados respondem por crime contra a economia popular, crime contra as relações de consumo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Como funcionava o esquema

A empresária, proprietária da empresa DT Investimentos, usava as redes sociais para atrair as vítimas, se mostrando uma pessoa jovem, bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros.

Com argumentos envolventes e com promessas de lucros de 2% a 6% por dia, dependendo do valor investido, a empresária convencia as vítimas a fazerem investimentos de altos valores, superiores a R$ 100 mil iniciais, em ações, entrando em um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.

As vítimas recebiam o retorno financeiro nos primeiros meses, sendo incentivados a fazer novos investimentos, porém, após algum tempo, a empresa deixou de pagar os lucros para as vítimas. Ao solicitarem a devolução dos valores investidos, a empresária inventou desculpas até deixar de responder completamente às vítimas.

O ex-policial federal, que foi casado com a investigada, era o gestor de negócios da empresa e o médico atuava como diretor administrativo da empresa, formando um grupo criminoso, que destruiu o planejamento familiar de dezenas de vítimas, inclusive de amigos e familiares dos investigados.

Com base nos elementos apurados nas investigações do inquérito policial instaurado na Delegacia do Consumidor, o delegado Rogério Ferreira representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas na manhã desta quinta-feira (31).

A empresária, principal responsável pelo esquema, teve o mandado de prisão cumprido no aeroporto de Sinop, quando desembarcava de uma viagem que fazia para o nordeste do país.

As buscas resultaram na apreensão de uma caminhonete Ford Ranger e de diversos documentos que serão analisados na continuidade das investigações.

Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, até o momento os prejuízos às vítimas chegam a casa dos R$ 2,5 milhões, porém pode ser muito superior a esse valor, uma vez que certamente há outras vítimas que não registraram a ocorrência.
 
Nome da operação

Cleópatra faz referência à principal investigada do esquema de pirâmide financeira, que assim como a rainha do Egito, atraia e exercia grande influência nas pessoas devido a sua beleza, riqueza e boa habilidade comunicativa.

Denúncias

Consumidores que forem vítimas ou que quiserem denunciar a prática de crimes contra as relações de consumo podem comparecer na Decon pessoalmente no endereço Rua General Neves, no 69, Duque de Caxias I, em Cuiabá-MT, ou acionar a Decon pelo telefone (65) 3613-8923, ou por meio do e-mail: decon@pjc.mt.gov.br.

O consumidor também pode formalizar denúncia anônima por meio do telefone 197 da Polícia Civil ou registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia de Mato Grosso ou, sem sair de casa ou do trabalho, por meio da Delegacia Virtual, clicando aqui

 
Com informações da assessoria
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