“Estamos trabalhando as bases e vamos propor para o ano que vem”. A frase é do deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), ao comentar a articulação interna que vem sendo feita por ele e pelo senador Jayme Campos (União Brasil) para viabilizar a candidatura do atual congressista ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026.
Vale lembrar que a sigla enfrenta racha quanto às definições para 2026. Em especial após o presidente regional Mauro Mendes declarar apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos). Enquanto que os Campos tentam cavar chance para que Jayme seja o nome da legenda na corrida pelo Palácio Paiaguás.
Em entrevista, Júlio destacou que o União Brasil ainda não bateu o martelo sobre lançar candidatura própria ao governo, mas o assunto será definido após o período de abertura de janela partidária, que ocorre entre março e abril do próximo ano.
“No momento certo, vamos reunir o diretório, ver quem permaneceu no partido, quem saiu e quem está interessado no processo político de outubro”, explicou o deputado.
Segundo o político de longa data, a decisão será tomada de forma “harmônica” dentro do partido, que hoje conta com 55 mil filiados, 303 vereadores, 60 prefeitos, quatro deputados estaduais, dois federais, um senador e o governador Mauro Mendes.
“Vamos decidir se teremos candidatura própria ou se faremos coligação com Republicanos ou qualquer outro partido que apresentar a melhor proposta de governo”, afirmou.
Apesar do discurso cauteloso, o deputado defendeu que o União Brasil tenha nome próprio na disputa estadual. “O partido que não tem candidatura própria tende a diminuir sua bancada federal e estadual”, alertou.
Ele citou ainda o senador Jayme Campos como um “excelente candidato”, bem avaliado nas pesquisas e com forte apoio nas bases. “Se o partido tiver um candidato como o senador Jayme, que entusiasma as lideranças e a militância, poderemos ampliar nossa representação: fazer dois a três deputados federais e quatro a cinco estaduais”, projetou.
O governador Mauro Mendes, tem evitado antecipar o debate eleitoral e já foi até criticado por demais deputados que estão em fase de construção das chapas. Essa insatisfação acaba se tornando "combustível" para o grupo de Jayme na tentativa de convencer a maioria da necessidade de que o partido tenha candidatura própria.
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