A coronel e vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (Novo), afirmou que medida eficaz contra as facções criminosas depende de ação conjunta, não somente do governo, mas também da população. No sentido de que a sociedade não pode "romantizar" ou "normalizar" a atuação desses grupos, ela reforça a necessidade de conscientização das famílias para impedir que os mais jovens sejam atraídos pela criminalidade, alertando para que não se deixem levar pelos “luxos” imediatos que essas organizações podem proporcionar.
“Tem que ter uma ação coletiva, não só do Estado, mas também de toda a sociedade, tendo a clareza de que em facções, não existe 'almoço de graça', então tudo que é dado será tomado e é tomado em formas de vidas", declarou.
A fala vem de encontro a muitas falácias pregadas por lideranças de facções que forjam o ideal de respeito à família e caridade à comunidade em datas festivas. Somado a isso, o dinheiro rápido e "fácil" do tráfico e trocas de favores acabam enchendo os olhos de muitos adolescentes que acabam atraídos e tentados a integrarem facções.
O que a vice-prefeita alerta é que há um preço caro a se pagar ao participar de tais grupos. O mundo do crime é instável e muitas pessoas pagam com a própria vida, principalmente em relação ao "tribunal do crime" que rotineiramente executa com atos de crueldade diversas pessoas em Mato Grosso e em todo país.
"Então entregar um filho aos luxos das facções, daquilo que eles regem, é entregar também a vida dele, o poder da vida e da morte nas mãos daqueles que fazem esse tipo de conduta”, completou a coronel.
Vânia fez a fala após ser questionada sobre a megaoperação no Rio de Janeiro que culminou na morte de mais de 120 pessoas na semana passada. Momento em que afirmou que Mato Grosso vem contendo com eficiência o crescimento da influência das facções.
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