O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), amenizou as críticas feitas pelo colega Faissal Calil (Cidadania), que reclamou de suposto privilégio no pagamento das emendas parlamentares, e também não quis bater de frente com o governador Mauro Mendes (União), que reclamou da cobrança dos parlamentares.
Dilmar evitou polemizar e garantiu que já existe um acordo com a Casa Civil para a liberação das emendas de forma igualitária entre todos os deputados e defendeu os colegas também ao rebater o fato de os recursos terem sido encaminhados para festas, que segundo ele fomenta diversos setores da economias nos municípios.
Ao comentar as críticas de Faissal, que alegou que o líder do governo foi quem mais teve emendas pagas, Dilmar afirmou que não se sente alvo das críticas e elogiou o colega de Parlamento. “Eu não vejo o Faissal como uma crítica. É um grande amigo que eu tenho, um deputado atuante, e tenho realmente sempre compartilhado com ele todas as ações do governo”, disse.
O líder do governo também destacou que trabalha de forma organizada e que cobra constantemente a liberação de recursos, não apenas para si, mas para outros parlamentares.
Nos últimos dias, parlamentares têm demonstrado insatisfação com o governo em razão da lentidão no pagamento das emendas, que estaria abaixo do esperado. O próprio governador Mauro Mendes reagiu às críticas e ironizou as cobranças. “Rapaz, deputado parece gato: está comendo e miando. Mato Grosso tem, hoje, o maior percentual de emenda parlamentar do Brasil”, afirmou o governador no Resumo do Dia.
Dilmar confirmou que o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, assumiu o compromisso de regularizar as liberações e colocar todos os parlamentares no mesmo patamar.
“O Fábio esteve conversando lá no Colégio de Líderes e disse que vai deixar todo mundo no mesmo patamar de emendas. Esse foi o compromisso que ele fez com a Mesa Diretora. Antes mesmo das reclamações e do próprio comentário do governador Mauro, o Fábio já havia dito que distribuiria os pagamentos ao longo dos 12 meses, de forma equilibrada entre todos os parlamentares”, completou.
Apesar de reconhecer o descontentamento de parte da base, principalmente após o governador criticar o fato de parlamentares priorizarem festa, Dilmar ponderou que investir nos eventos também movimenta a economia local. “Festa é cultura, gera emprego, fomenta comércio, gastronomia e turismo. É um tipo de investimento que traz retorno às cidades”, concluiu o deputado.
Dilmar ainda ressaltou que as festas possuem uma programação e não tem como alterar. "O que se pode alterar, talvez, muitas vezes, é um repasse na saúde para comprar um ônibus de transporte de paciente e demorar um pouco mais para a liberação. Agora, quando tem um evento, o evento é imudável praticamente, então não tem como ser diferente", afirmou.
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