O deputado estadual Júlio Campos (União) diz que a decisão sobre candidatura própria na legenda deverá passar por uma deliberação do diretório nacional. O parlamentar adiantou que lideranças do partido devem ir a Brasília na próxima semana para discutir o assunto com a cúpula nacional. Isso porque o legislador acredita que apoiar outro candidato seria entregar o governo “de graça” para outro.
“Queremos uma consulta e vamos a Brasília conversar com a nacional para saber se podemos ter um projeto próprio”, afirmou Júlio.
O parlamentar também garantiu que o diretório nacional é soberano e pode, inclusive, destituir os diretórios estaduais e municipais. Portanto, a definição sobre as eleições majoritárias de Mato Grosso deve passar pela direção nacional.
O que ocorre hoje em Mato Grosso é que o grupo do governador Mauro Mendes (União) defende apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). No entanto, outra ala do partido, mais ligada aos irmãos Campos, defende uma candidatura própria, colocando o nome do senador Jayme Campos (União) como possibilidade.
Júlio e Jayme chegam a falar na realização de um plebiscito no partido para definir se o União deve apoiar um candidato de outra legenda ou lançar candidato ao governo.
“Se o partido, através de pesquisa ou plebiscito, decidir que não vamos disputar e vamos entregar de graça o governo para outro partido, podemos entender que isto é possível”, declarou Julio, contrariado com a ideia de apoiar o nome de Pivetta.