O desentendimento entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a vice-prefeita, coronel Vânia Rosa (Novo), ocorrido há alguns meses, foi inflado por adversários políticos que se aproveitaram da situação para semear discórdia. A avaliação é do secretário de Governo da Prefeitura de Cuiabá, Ananias Filho, que comentou o episódio em entrevista ao Agora Pod.
Segundo o secretário, o conflito no dia em que o prefeito vistoriou a sede da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), logo após exonerar a vice do comando da pasta, foi pontual e teria sido resolvido ainda naquela data. “Depois da conversa lá, ficou pacificado. Quem estava colocando dificuldade eram mais pessoas de fora do que os dois. Muita gente querendo tirar proveito da situação, porque instituir caos na relação entre prefeito e vice pode levar alguém a tirar proveito, seja um partido, um político ou algum outro setor”, afirmou, sem citar nomes.
Ananias disse que o episódio não passou de um choque de personalidades, num momento em que tanto Abilio quanto Vânia buscavam afirmar suas posições e estilos de atuação, o que acabou gerando atrito. “Os dois têm suas opiniões, suas formas de agir, e cada um queria expor seu posicionamento”, resumiu.
O secretário explicou que, naquele período, a vice-prefeita debatia internamente sua atuação na gestão e sentiu necessidade de reforçar seu espaço. À época, ela vinha sendo alvo de críticas de vereadores da base por adotar uma postura considerada “pouco política” e pouco aberta ao diálogo na liderança da Semob.
Apesar disso, Ananias defende que, embora tenham havido tentativas externas de provocar rupturas, tanto Abilio quanto Vânia tiveram discernimento para não alimentar crises artificiais. Ele afirma ter identificado “digitais” de agentes políticos interessados em explorar o episódio. “A gente olhava direitinho e via: essa digital é de fulano, essa é de sicrano. Queriam instituir o caos para que o pior fosse melhor para eles, mas não conseguiram”, disse.
Para ele, a postura madura de ambos impediu que a situação evoluísse para um rompimento. “Vão ter que procurar outra forma de tentar fazer cisão no governo do Abilio. Ele não cai nessas provocações, e a Vânia também não”, concluiu.
Assista à entrevista completa:
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