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18/03/2019 às 23:48

A chegada dos Bandeirantes

Cuiabá 300 anos

Bárbara Fontes

A chegada dos Bandeirantes

Foto: Moacyr Freitas (Combate de monção com os Paiaguás)/GCom-MT

Em 8 de abril de 2019, Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso completará 300 anos de fundação. Em comparação às outras capitais brasileiras, como Salvador (468 anos) ou São Paulo (463 anos), Cuiabá é uma cidade jovem, porém, possui importante papel para a consolidação do poder da Coroa Portuguesa em territórios antes pertencentes à Espanha. A partir de agora, acompanhe no LEIAGORA, em CINCO CAPÍTULOS, a História da fundação de Cuiabá.

Cuiabá nasceu por acaso. Os bandeirantes paulistas não adentraram ao interior do país para fundar cidades, o objetivo era capturar indígenas e vendê-los como escravos. Nas terras que ainda seriam chamadas de Mato Grosso, era um vasto território desconhecido com uma densa selva entrecortada por rios caudalosos, cachoeiras com grandes quedas d’água e animais estranhos e perigosos. As expedições (também chamadas de monções) que sobreviviam as intempéries da viagem, ainda teriam muitos combates com temidos indígenas. Aos subirem o rio Cuiabá, os bandeirantes encontraram os Coxiponé - os índios guerreiros que povoavam a região. Segundo registros históricos datados entre 1673-1682, o primeiro aldeiamento formado - às margens do rio Coxipó - se deu pelo bandeirante, chefe da expedição, Manoel de Campos Bicudo, que o batizou de São Gonçalo e construiu uma capela em homenagem ao santo. 

Os Coxiponé, que nunca aceitaram a invasão de seu território, atacaram o povoado diversas vezes, obrigando os aldeões a fugirem e abandonando o local, que com o tempo foi degradando e tomado pela mata. Os sobreviventes voltaram para a capitania de São Paulo dando notícias sobre as descobertas, os ataques e o paradeiro de muitas etnias indígenas, ocasionando a formação de muitas expedições para os rincões do Brasil, principalmente para o local onde havia povoamento de Campos Bicudo.

CURIOSIDADE: COXIPONÉ 

Foram os primeiros bandeirantes que denominaram o termo Coxiponé para os indígenas que o atacaram às margens do rio Coxipó, porém, esses indígenas se autodenominam Boe. A denominação atual desse povo indígena é Bororo, que significa na língua nativa “pátio da aldeia” porque suas casas são circulares, tornando o pátio o centro social e religioso da aldeia. Os Bororos possuem uma rica e genuína cultura e detém seis Terras Indígenas demarcadas no Estado de Mato Grosso. Na época dos bandeirantes, eles eram milhares, hoje, segundo dados do Siasi/Sesai (2014), há 1.817 Bororos.

Belmonte (Manoel de Campos Bicudo e seu filho Antonio Pires de Campos in No tempo dos bandeirantes).
Veja todo o editorial em homenagem aos 300 anos de Cuiabá:  300 Cuiabá

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