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19/03/2019 às 11:48

Polícia ouve jovem que ameaçava ataque em escolas de Várzea Grande

A adolescente estaria enviando áudios via aplicativo

Luzia Araújo

Polícia ouve jovem que ameaçava ataque em escolas de Várzea Grande

A adolescente estaria enviando áudios, via aplicativo, dizendo que iria comandar um massacre

Foto: PJC/MT

A jovem G. M.R., de 19 anos, foi ouvida pela Polícia, nesta segunda-feira (19), em Várzea Grande, após representantes das escolas Jaime Veríssimo de Campos Junior e Marlene Marques registrarem uma ocorrência, informando que a adolescente estaria enviando áudios, via aplicativo, dizendo que iria comandar um massacre nas unidades escolares.

Policiais foram até a residência da suspeita, que confirmou as acusações.  A jovem explicou que no domingo (17) uma pessoa criou um grupo, no aplicativo de celular, com intuito de planejar um massacre nas escolas públicas do Estado e que o grupo tinha como nome “Massacre MT”. 

A acusada informou ainda que mandou uma mensagem para o criador do grupo com o texto: "eu tô de boa mano" e saiu do grupo, porém antes fez um print da conversa e postou no status do aplicativo escrevendo: "o baguio vai ficar louco". 

Investigações

A Polícia Judiciária Civil emitiu uma nota nesta segunda-feira (18) sobre as mensagens de ataques em escolas de Mato Grosso. No documento, a PJC esclarece que todas as denúncias referentes a supostos atentados em escolas estão sendo devidamente checadas.

A Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia instaurou procedimentos operacionais visando a identificação dos membros dos grupos em que se notíciam promessas de ataque em escola.

O trabalho conta com apoio da Gerência de Operações de Inteligência e Gerência de  Inteligência, ambas da Diretoria de Inteligência, e também das delegacias dos locais com denúncias.

Outros casos

Em Cáceres (225 km ao Oeste), 14 estudantes de grupo de 18 integrantes foram ouvidos  pela Polícia Civil sobre mensagens compartilhadas em um grupo na rede social Telegram, de suposto atentado na Escola Estadual União e Força.

O criador do grupo, um adolescente de 17 anos, disse estar arrependido e que não era intenção promover ataque à escola. Ele contou que o grupo durou apenas 1 hora e logo foi apagado.

O jovem também alegou que viu outros grupos de escolas comentando sobre o atentado na escola Professor Raul Brasil, no município de Suzano, em São Paulo, e resolveu criar o grupo.

O delegado regional de Cáceres, Alex Cuyabano, informou que os alunos com idades entre 15 e 17 anos, disseram se tratar de uma “brincadeira” e que não foi identificado nenhum plano de ataque à escola. O jovem que criou o grupo contou ao delegado que estava arrependido por ter envergonhado à família e seus pais.

“O jovem que criou o grupo chorou muito, está arrependido de envergonhar a família e os pais. Foi uma brincadeira de péssimo gosto. Mesmo assim foi lavrada sindicância de apologia ao crime, que será encaminhada ao Ministério Público, que irá tomar as medidas referentes aos menores. Não foi observada uma letalidade maior que essa, algo que fosse arquitetado, um plano de ataque, nada nesse sentido. Foi mais uma brincadeira de jovens”, explicou o delegado.

O caso foi logo averiguado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Adolescente (Dea) de Cáceres,  após tomar conhecimento do boletim de ocorrência registrado na sexta-feira (15.03), pela diretora da Escola Estadual União e Força. Foi o pai de um dos integrantes do grupo que fez a denúncia.

Os envolvidos no grupo também não têm histórico de infrações penais ou mesmo ocorrências no âmbito escolar. A Coordenação da escola deverá realizar avaliação psicológica em todos os alunos que participaram do grupo no Telegram.

Porto Esperidião

Também em Porto Esperidião, um jovem de 18 anos, de uma escola na Vila Cardoso, comunidade rural no Distrito de Porto Esperidião, teria também feito um comentário sobre as mortes ocorridas em Suzano (SP), em um grupo que existe no colégio. O jovem foi ouvido e alegou estar muito “envergonhado e arrependido”.

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