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Notícias / Política

28/03/2019 às 17:42

Galli é condenado a pagar R$ 100 mil por ataques homofóbicos

A decisão é dessa quarta-feira (27), da juíza da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Regina Vidotti

Luana Valentim

Galli é condenado a pagar R$ 100 mil por ataques homofóbicos

Foto: Reprodução da internet

O ex-deputado federal, Victório Galli (PSL), foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos, mais 1% ao mês de juros moratórios e correção monetária em razão das constantes manifestações, de forma preconceituosa, com relação às pessoas homossexuais.
 
A decisão é dessa quarta-feira (27), da juíza da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Regina Vidotti. O valor será destinado a uma entidade sem fins lucrativos com atuação em Cuiabá que tenha como objetivo o combate à violência e discriminação contra os LGBTs.
 
A magistrada declarou que a entidade será escolhida por este Juízo, na fase do cumprimento da sentença, a partir de indicação a ser feita pelo Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual.
 
Vidotti ainda condenou o ex-deputado ao pagamento das custas judiciais e despesas processuais.
 
A condenação é referente à época em que Galli ocupava o cargo de deputado federal e, como representante do Partido Social Cristão, afirmou que seria defensor de um projeto de lei que prevê a possibilidade de líderes religiosos criticarem e questionarem o homossexualismo, sem que isso se caracterize como homofobia.
 
“Afirma que o discurso de ódio pelos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros sempre esteve presente em seus palanques e, que a sua atuação política se limita a categorizar, inferiorizar e ridicularizar todos cuja orientação do desejo está voltada para pessoas do mesmo sexo”, diz trecho da decisão.
 
A Defensoria Pública pontuou que a violação explícita e reiterada dos direitos fundamentais é promovida com a finalidade de conseguir maior visibilidade política e projeção nos meios de comunicação.
 
Ainda frisou que Galli, por diversas vezes, inferiorizou os homossexuais usando da orientação sexual como elemento de injúria, utilizando de adjetivos como “veados”, “dois barbudos se casando”, “zoológico de gays”.
 
“[...] Para o requerido, os GLBTs não teriam atributos positivos, sendo párias, inconvenientes, ofensivos e com traços de pedofilia [...]”, diz outro trecho da decisão.
 
Em entrevista à Rádio Capital, o ex-deputado alegou ter feito estudos profundos e concluído que a Disney e o Mickey fazem apologia ao homossexualismo e estão acabando com a família tradicional brasileira. Assim como o filme Rei Leão, que, segundo ele, faz apologia ao “gayzismo”.
 
A Defensoria alegou que Galli repetidas vezes se referiu aos LGBTs de maneira chula, vulgar, trivial e que a comunidade homossexual estava prestes a ser jogada novamente à ‘cova dos leões’. Então, entrou com um pedido liminar para proibi-lo de se manifestar sobre os homossexuais, sob pena de multa a cada declaração.
 
 
 
 

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