Cuiabá, quinta-feira, 27/06/2019
00:54:08
informe o texto

Notícias / Programa Leiagora Repórter

07/04/2019 às 22:00

Cuiabá 300 anos, anônimos protagonistas da história da capital pantaneira

Programa Leiagora Repórter - Cuiabá e 'seus' 300 anos

Iury Lupaudi / Equipe Leiagora

No Leiagora Repórter deste mês, a homenagem é para Cuiabá e seus 300 anos. Uma cidade conhecida como a capital do estado do agronegócio, onde se inicia o pantanal mato-grossense e onde a simpatia e  a hospitalidade do povo é real, não teve muito que comemorar.

A prefeitura planejou uma mega festa com artistas nacionais e regionais, uma infraestrutura, na Arena Pantanal, digna de qualquer abertura olímpica. Porém esse sonho foi derrubado, pois houve evento esportivo na data marcada.

Nossa redação não se entristeceu e resolveu comemorar a grande data, evidenciando personagens anônimos, dignos da essência cuiabana.

Cuiabá cidade verde, terra pantaneira e acolhedora, que no dia 8 de abril comemorou  seus 300 anos. Para isso, o Leiagora resolveu contar a história da dona Geni, uma mineira que, aos oito anos, veio para a capital verde e nunca mais saiu. Ela ajudou a fundar 18 bairros em Cuiabá, dentre eles o Jardim Florianópolis, onde reside atualmente. Geni sempre se preocupou com o próximo e  ajudou muita gente que mora ali. 'Mãe' de todos, ela participou de diversas associações de bairros buscando trazer maior conforto e progresso aos moradores. Mesmo com pouco, essa senhora humilde sempre buscou ajudar as pessoas da forma que estava ao seu alcance. Conseguindo doações de alimentos, roupas e calçados ou cuidando de pessoas enfermas. A jornalista Luana Valentim visitou essa cidadã cuiabana e nos conta essa história.

Um dos principais símbolos da cultura cuiabana, a Viola de Cocho, ganha forma pelas mãos do artesão Duilio Sampaio, um cuiabano de "chapa e cruz" e apaixonado pela cultura local. A relação do artesão com o instrumento musical surgiu quando, ainda pequeno,  acompanhava as festas de santos e participava das rodas de cururu e siriri com a família. O artesão aprendeu a esculpir a viola de cocho com o artesão Paulinho Lobo e, atualmente, fabrica o instrumento em casa, cercado pela família. Manter viva a tradição cuiabana, confeccionando a Viola de Cocho, até hoje é motivo de orgulho para o artesão, que há mais de 16 anos leva esse talento no sangue. A jornalista Luzia Araúdo foi até o seu 'rincón' e deixa registrada essa história.

O Leiagora Repórter foi atrás do paçoqueiro Milton Benedito Lara, conhecido por 'Pixé', para conhecer como é feita a famosa Paçoca Cuiabana, um doce feito de milho torrado, açúcar e canela, servidos em papel ou potinhos. Milton conta que a receita foi herdada de seus pais e a produção, que antes era 'socar' o milho no pilão, hoje é feita com a ajuda da tecnologia. 

O Pixé é tão tradicional que virou um poema feito pelo poeta Moisés Martins e, posteriormente, se transformou em uma música cantada por Pescuma. “Milho torradinho socado, canela, açucarada. A branca pura daquela gurizada, do tempo do Campo D'Ourique.....”. Até pau rodado sabe cantar esta canção. A jornalista Fernanda Leite detalha o segredo dessa iguaria tão rica.

O Programa Leiagora Repórter desse mês apresenta 3 histórias lindas sobre pessoas anônimas que contribuíram para o progresso, gastronomia e cultura da capital verde. Conheça esses ícones cuiabanos!
Confira o programa na íntegra!

Vídeo Relacionado

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Enquete

Qual seu posicionamento em relação a Reforma da Previdência?

Você deve selecionar uma opção
+enquetes
 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet