Cuiabá, sexta-feira, 20/09/2019
18:47:05
informe o texto

Notícias / Cultura & Arte

13/06/2019 às 16:16

Elisa y Marcela, a história de um século que ainda vive

A Netflix produziu o filme que retrata a história do primeiro casal de lésbicas do século a se casar na igreja e mostra e falta de aceitação da sociedade, refletindo os dias atuais

Josiane Dalmagro

Elisa y Marcela, a história de um século que ainda vive

Foto: Divulgação

O que é certo ou errado e para quem em que momento? As perguntas parecem confusas, mas dizem muito sobre o mundo e sobre como, em cem anos, algumas coisas mudaram muito pouco.

É sobre isso, em especial, que fala o filme Elisa y Marcela, lançado recentemente pela Netflix, com direção da cineasta espanhola Isabel Coixet e protagonizado por Natalia de Molina e Greta Fernández.

O filme é um romance entre duas garotas, baseado em uma história real do final do século retrasado e começo do século passado, que passam um enfrentamento social de dimensões continentais.

O filme fala sobre a aceitação do outro, suas escolhas e o quanto as pessoas cuidam das vidas umas das outras, a falta de avanço social de um século para cá e como a sociedade não avançou muito, já que muitos casais homossexuais ainda precisam lutar pelo direito de existir e concretizar sua união, por meio do casamento.

Exibido toda em preto e branco, o filme mostra o romance nascendo, de forma delicada e natural, as duas personagens se apaixonando desde o primeiro encontro na escola, a aproximação rápida e intensa inevitável, como ocorre em qualquer caso de paixão avassaladora e, o desenrolar com a tentativa de separação da família, a distância e depois o retorno para o amor que não foi possível evitar.

Elisa e Marcela tentam, depois de anos distante uma da outra, viver finalmente o amor, porém dessa vez a sociedade é que tenta atrapalhar.

A solução - atenção para spoiler - foi uma delas cortar o cabelo, se passar por homem e, na tentativa de ter paz, forjarem um casamento religioso heterossexual, que acabou por ser descoberto também. No meio do drama, um filho é concebido para tentar validar toda a história. Ambas acabam presas e, ainda assim, juntas.

No fim das contas o casal precisou atravessar o oceano para ter paz e poder viver o amor.

Parece coisa de outro mundo, mas, em doses menores, isso ocorre até hoje por aqui. Isso porque o Brasil é um país “liberal”.

O questionamento que fica é o que faz com que as pessoas se preocupem tanto com o que os outros fazem no seu íntimo? Como se isso fosse mudar qualquer aspecto da sociedade, no fim das contas. O ontem e hoje se cruzam em muitos momentos no roteiro, que mostra o machismo, a homofobia e a repressão social vivenciadas pelas personagens, nesse drama histórico muito bem encenado e dirigido.

Vídeo Relacionado

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Enquete

Você está satisfeito (a) com a gestão do governador Mauro Mendes?

Você deve selecionar uma opção
+enquetes
 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet