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Notícias / Judiciário

21/01/2020 às 09:22

Silval, Piran e mais seis são denunciados pelo MP por desvio de R$ 8 milhões

O esquema é referente a contratação de empresa de tecnologia de softwares que teria entregado programas piratas e lousas digitais que não funcionavam.

Kamila Arruda

Silval, Piran e mais seis são denunciados pelo MP por desvio de R$ 8 milhões

Foto: Giuseppe Feltrin / Leiagora

O ex-governador Silval Barbosa, o empresário Valdir Piran e mais seis pessoas foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) sob a acusação de desvio de dinheiro público. O esquema teria causado um rombo de aproximadamente R$ 8 milhões aos cofres públicos.

A corte ministerial afirma que eles, em conluio com a empresa Avançar Tecnologia em Softwares, surrupiaram recursos dos cofres públicos por meio de dois contratos do antigo Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat).

Os contratos foram firmados com o intuito de obter fornecimento de softwares educacionais para a autarquia, incluindo customização, mídias de instalação, capacitação de professores, manutenção e acompanhamento técnico pedagógico.

O dinheiro teria sido desviado por Silval para quitar uma dívida com Piran, que atua no ramo de factoring. Ele foi desbaratado por meio da Operação Quadro Negro, deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz) em outubro do ano passado.

Além de Silval e Piran, também foram denunciados o ex-presidente do Cepromat Wilson Celso Teixeira, conhecido como Dentinho, o ex-diretor do Cepromat Djalma Souza Soares, ex-servidor Edevamilton de Lima Oliveira, ex-secretário adjunto de Educação Francisvaldo Pereira de Assunção, o ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf e ainda o empresário Weydson Soares Fonteles, dono da Avançar Tecnologia.

Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação de Silval apenas por peculato, tendo em vista o acordo de delação premiada firmado por ele junto à Procuradoria Geral da República. Já Piran deverá responder por peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e fraude à execução de contrato.

Operação Quadro Negro

A operação foi deflagrada em 22 de outubro deste ano e cumpriu seis mandados de prisão preventiva, dentre elas, a de Valdir Piran, preso em Brasília, e sete de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Cuiabá, Brasília (DF) e Luziânia (GO). Além dos mandados, foi decretado o sequestro de mais de R$10 milhões em valores, imóveis e veículos de luxo.

Além de Piran, durante a operação foi preso também o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação Francisvaldo Pereira de Assunção. Ele já havia sido alvo da Operação Fake Delivery em agosto. Na época, ele também foi detido por desvio de dinheiro público.

De acordo com as investigações da polícia, dentre as irregularidades constatadas estava o fato de o projeto nem ter chegado na maioria das escolas e as unidades que receberam o software constatou-se que se tratava de um programa pirata que sequer funcionava.

Houve ainda problemas no conteúdo que seria ministrado para os alunos, pois, em uma das disciplinas como a de História, verificou que o conteúdo era referente à uma cidade do interior de São Paulo. Ou seja, suspeita-se que o programa tivesse sido contratado para outro estado e apenas copiado para Mato Grosso. 

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