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Notícias / Política

15/05/2020 às 08:09

AL rejeita projeto e mantém gestão do Samu na Segurança Pública

A votação que terminou em 12 a 11 foi mais uma que causou polêmica e controversias

Alline Marques

AL rejeita projeto e mantém gestão do Samu na Segurança Pública

Foto: Fablicio Rodrigues

O projeto de decreto legislativo que pretendia devolver a gestão do Samu para a Saúde acabou sendo rejeitado por 12 votos a 11, em mais uma votação confusa na Assembleia Legislativa, que ocorreu na noite dessa quinta-feira (14). 

A proposta, que foi apresentada pela Comissão da Saúde da Casa, defendia que o Samu faz parte do Sistema Único de Saúde e não poderia fazer parte da Segurança Pública.

O assunto foi debatido no Legislativo porque o governador Mauro Mendes (DEM) editou um decreto levando o serviço para a gerência do Corpo de Bombeiros. A medida causou polêmica, principalmente, porque não houve diálogo com a classe e surpreendeu os funcionários do Samu.

O deputado Elizeu Nascimento, que é militar, defendeu a mudança e disse que o Corpo de Bombeiro teria estratégias mais adequadas para o funcionamento do Samu, a exemplo do que já ocorreu em outra época, quando o serviço era ligado à segurança. 

No entanto, os deputados da comissão da Saúde, maioria de médicos, alegam que não há problema nos bombeiros serem o braço operacional do Samu, mas a gestão deveria continuar ligada à saúde por fazer parte da porta de entrada do SUS. 

A deputada Janaina Riva (MDB) chegou a pedir a retirada de pauta do projeto, alegando que o governador prorrogou o decreto anterior por mais 30 dias para entrar em consenso e também fazer as adequações necessárias, mas o pedido foi rejeitado pela Comissão de Saúde. 

Com isto, a base do governo derrubou o projeto. O deputado Ludio Cabral informou ao Leiagora que pretende pedir imagens da sessão, porque acredita que houve uma manobra na hora da votação, que tem sido tumultuada nos últimos dias por estar sendo realizada de maneira virtual. 


Ele disse também que aguarda também uma decisão na Ação Civil Pública que foi proposta pelo Ministério Público e visa suspender o decreto do governador.

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