Cuiabá, segunda-feira, 01/06/2020
07:58:46
informe o texto

Notícias / Política

22/05/2020 às 10:36

Secretário de MT descarta testagem em massa: 'queimar dinheiro público'

Gilberto Figueiredo diz que testes rápidos não são eficazes e estão em onda mercadológica

Camilla Zeni

Secretário de MT descarta testagem em massa: 'queimar dinheiro público'

Foto: Tchélo Figueiredo/Secom

Mesmo sendo um dos estados com a menor taxa de testes para covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) no país, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, descartou a aplicação de testes em massa na população. 

Para o secretário, o país enfrenta uma "pandemia" de testes, um momento de 'grande oportunidade mercadológica' que encontrou gestores dispostos a fazer as aquisições.

Figueiredo também destacou que os testes usados para diagnósticos em massa têm pouca eficácia e, em caso de resultado positivo, sempre precisam passar por contraprova com o tipo convencional de testagem.

Leia também - Mais duas pessoas morrem por covid-19 em Mato Grosso; casos fatais chegam a 36

As declarações do secretário foram feitas durante coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (22). 

Segundo levantamento do G1, Mato Grosso é um dos estados que menos realizou testes, se comparado pelo número de habitantes. Ele perde apenas para Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. "Não estamos deixando de testar nenhum paciente que seja notificado e procure uma unidade hospitalar. Não estamos contingenciando a realização de testes", respondeu o secretário sobre esse levantamento.



Conforme o último boletim da Saúde sobre o novo coronavírus, o Laboratório Central do Estado (Lacen) tinha feito, até a tarde de quinta-feira (21), apenas 4.622 testes. Desses, 3.853 deram negativos e 116 foram considerados "amostras inadequadas". O documento aponta ainda que, desse número total, restam 126 amostras para serem testadas no laboratório.

Figueiredo avaliou que Mato Grosso não vai seguir o exemplo de outros estados e "rasgar dinheiro" com as testagem. Ele afirmou que o Estado vai testar o que for possível, dentro da necessidade. 

"Além disso, a grande maioria são casos assintomáticos ou de sintomas leves cujo procedimento já está estabelecido: quarentena de 14 dias em casa mais três dias depois, se não tiver sintomas, está curado. Não precisamos montar drive-thru cidade afora para queimar dinheiro público porque sabemos que tem pouca resolutividade isso", justificou.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet