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Notícias / Política

03/06/2020 às 09:45

Governador de MT prevê que pandemia não deve abalar o estado

Mauro Mendes lembrou que assumiu o estado com caixa zerado e já regularizou folhas de pagamento

Camilla Zeni

Governador de MT prevê que pandemia não deve abalar o estado

Foto: Christiano Antonucci/Secom

Apesar dos efeitos da pandemia do novo coronavírus nas gestões públicas e privadas, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), acredita que o Estado não deve sair abalado da crise. Ele justifica ter feito suas obrigações desde que assumiu a gestão e garante que as medidas adotadas contribuíram para fortalecer o Estado.

“Quando vem uma pandemia como essa, se você edificou sua casa, fez um trabalho sério, você consegue passar por isso. E eu tenho certeza que o governo de Mato Grosso vá passar por isso sem sofrer muito, porque fizemos um bom planejamento”, avalou Mauro, em entrevista à rádio Centro América FM, na manhã desta quarta-feira (3).

Desde o início da pandemia, o governo externaliza preocupação com as finanças públicas e privadas. Com os empresários, porque, sem abrir as portas, muitos não têm condições de arcar com os custos gerais da empresa. Com os cofres públicos porque, sem o giro na economia, há queda na arrecadação. Segundo as estimativas do governo, de março a junho a queda deve chegar a R$ 1 bilhão frente ao orçamento projetado para 2020.

Apesar dos valores, Mauro considera que as medidas adotadas ao longo de 2019 possibilitaram um fôlego financeiro experimentado nos primeiros meses de 2020, o que, por sua vez, contribuíram para que os impactos do coronavírus na economia mato-grossense fossem minimizados.

O governador lembra que, ao assumir a gestão, Mato Grosso não tinha dinheiro em caixa sequer para arcar com o 13º salário dos servidores, referente ao ano anterior, além da falta de pagamento para fornecedores, que vivenciavam atrasos de até cinco meses.

“Cortamos muita coisa no governo e trabalhamos para melhorar as receitas também, porque você tem que cortar de um lado e melhorar sua arrecadação do outro, e graças a Deus isso surtiu efeito. Hoje o governo de Mato Grosso está com as contas em dia e, o que é mais importante, com centenas de obras retomadas, Saúde em dia, repasses em dia”, explica.

Mauro também destaca a posição do agronegócio na economia estadual e das exportações de outros produtos, como as vendas de etanol para outros estados. “Como o governo do Estado entra o ano recuperado, com as contas em dia e com uma reserva, ele consegue atravessar esse momento de dificuldade com um pouco mais de serenidade”, finaliza.

Cabe destacar que Mato Grosso também vai receber um auxílio financeiro do governo federal, aprovado no Congresso Nacional em maio. Ao todo Mato Grosso vai receber R$ 1,346 bilhão, além de outros R$ 961,2 milhões que devem ser repassados aos municípios. Outros R$ 93 milhões do montante total também devem ser aplicados na área da saúde, obrigatoriamente. 

Esse auxílio deve chegar aos cofres estaduais ainda em junho e deve ser pago em quatro parcelas. O estado, porém, precisou aceitar contrapartidas. A exemplo, não pode conceder reajuste salarial para os servidores até o fim de 2021 e está impedido de criar novos cargos nesse período. O estado também deverá desistir de algumas ações que foram movidas contra a União no Supremo Tribunal Federal (STF).

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