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24/06/2020 às 11:30

Secretário de Saúde defende tratamento precoce e ‘kit-covid’ de medicamentos para paciente

Remédios, porém, não podem ser usados para automedicação, sob risco de agravamento de doenças, alertou o gestor

Camilla Zeni

Secretário de Saúde defende tratamento precoce e ‘kit-covid’ de medicamentos para paciente

Foto: Governo da Paraíba

Desde que “um pacotinho” de medicamentos não seja entregue de forma indiscriminada para a população, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, defende a criação do chamado ‘kit-covid’. Ele anunciou que o Estado deve fazer a aquisição de alguns desses remédios para distribuir aos municípios.

Para o secretário, o tratamento precoce da doença pode evitar que os casos de infecção por coronavírus cheguem às unidades de saúde em seus estágios mais graves. No entanto, é preciso responsabilidade para lidar com as medicações.

“Eu sou contra fazer um pacotinho de remédios, ir no sinaleiro e ficar distribuindo nos carros. Isso é exercício ilegal da profissão. Agora, ter a disposição um rol de medicamentos, seja ele considerado um kit-covid, para que o médico atenda numa unidade de saúde e ele assuma a responsabilidade técnica pela prescrição, é ótimo, excelente e necessário. Eu defendo essa tese”, explicou Gilberto, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (24).

O gestor destacou que muitos dos medicamentos apontados como componentes do “kit-covid” já são usados em grande escala nas unidades de saúde. É o caso da ivermectina e azitromicina. Nas últimas semanas, depois da propagação do uso dos fármacos para tratamento da covid-19, os remédios sumiram das farmácias, tornando difícil até mesmo que as prefeituras façam a compra dos medicamentos.

Para auxiliar os municípios, o governo deve publicar ainda hoje uma aquisição de sete medicamentos, para tentar localizá-los no mercado. Sendo possível, assim, fazer a distribuição dos remédios para serem usados nas unidades básicas de saúde.

O secretário de saúde também destacou a importância do atendimento na unidade básica. Gilberto observou que, no início da pandemia, a recomendação era para que as pessoas apenas procurassem atendimento médico nos casos mais extremos da covid-19. Isso fez com que, no entanto, muitos casos chegassem para atendimento em situação quase irreversível. Agora a recomendação é para que a população busque ajuda médica o quanto antes.

Kit-covid

O chamado kit-covid surgiu inicialmente de uma polêmica, depois que a Prefeitura de Barra do Garças anunciou a elaboração de um kit com diversos medicamentos para serem distribuídos aos pacientes diagnosticados com covid-19.

Naquela época o secretário de Saúde se posicionou contrário à medida, destacando que não havia cura milagrosa para a doença, que ainda é estudada. No entanto, o caso passou a ser discutido entre outras prefeituras e chegou inclusive na Assembleia Legislativa. 

Os membros da Comissão de Saúde também acompanham a elaboração de uma cartilha explicativa e indicativa sobre os medicamentos, uma vez que há restrição de uso.

O ponto principal é que, por não demandarem receita médica, muitas pessoas procuram os remédios nas farmácias e fazem a automedicação. Isso pode acabar provocando reações adversas e levar à morte dos enfermos. Por isso, as autoridades defendem que o kit seja manipulado por médicos, que deverão se atentar às comorbidades dos pacientes ao receitarem os medicamentos.

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