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Notícias / Agro e Economia

08/07/2020 às 17:00

Sem leilões e Expoagro no parque de exposição prejuízo já ultrapassa os R$ 90 milhões

A pandemia acabou paralisando as atividades no parque de exposição e causa prejuízos milionários a pecuaristas, peões, caminhoneiros e sindicato

Edyeverson Hilario

Sem leilões e Expoagro no parque de exposição prejuízo já ultrapassa os R$ 90 milhões

Foto: Assessoria CNA

Com a paralisação das atividades no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, os pequenos pecuaristas da baixada cuiabana e o Sindicato Rural da capital têm enfrentado dificuldades para se manter. Só com o cancelamento da 54ª Expoagro a perda foi de R$ 30 milhões, já o comércio de gado girava cerca de R$ 4 milhões semanalmente. Com os eventos parados desde final de março, o prejuízo acumulado já é de mais de R$ 60 milhões.

Além da feira, o espaço sediava leilões na segunda, terça e quinta-feira. Só nesses dias eram vendidas mais de 2 mil cabeças de gado. O comércio dos animais e os aluguéis dos espaços do parque não estão ocorrendo devido a pandemia do coronavírus. Fato que prejudica tantos os criadores, quanto o sindicato rural que tinha como sua principal fonte de renda a locação do espaço.

Antes da pandemia começar em Cuiabá, os trabalhos no Centro de Eventos do Acrimat estava ocorrendo normalmente. Ao menos três leilões presenciais de gado de corte eram feitos durante a semana, além de pequenas feiras, leilões virtuais e eventos técnicos que ocorriam com frequência.

Contudo, as programações corriqueiras e as de grande porte, como a 54ª edição da Expoagro, foram paralisadas. A maior feira de exposição do Centro-Oeste, inlcusive, estava marcada para acontecer neste mês, com programação artística já definica, acabou sendo cancelada.

Além dos pecuaristas e sindicato, a interrupção nos trabalhos também impactou a renda dos caminhoneiros e dos peões que faziam o manejo dos gados, durante as atividade.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, relata que antes da pandemia os pecuaristas, que tinham de 15 a 30 cabeças de gados para vender, levavam seus animais para serem vendidos nos leilões.

A facilidade em levar os gados para o parque dava a eles a possibilidade de venda rápida e ainda era a forma de sustento de mais de 40 caminhoneiros, que fazia o transporte desses gados. “A pandemia parou tudo, então deu uma quebrada”, relata.

Ele resume que a interrupção nos trabalhos prejudica toda uma cadeia ligada ao setor, como o sindicato, produtores, caminhoneiros e peões. Inclusive, o pessoal que trabalhava fazendo o manejo tem recebido ajuda com sacolões. “Todos ficaram perdidos”, relata.

Celso ressaltou a dificuldade em manter o Parque de Exposições, já que a limpeza energia, pinturas e as despesas com a manutenção do espaço, são os principais causadores de preocupação do gestor.

“São 170 mil metros quadrados. Para manter um parque desse dentro da cidade, sendo uma estrutura antiga, o custo é muito alto. Devido a pausa dos leilões, não tem revenda, não estamos alugando mais nada do centro de eventos. É bem complicado para a gente. Por enquanto estamos tocando da maneira que dá”, concluiu. 

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