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19/07/2020 às 10:30

Vendas e pandemia causam desabastecimento de bicicletas em Cuiabá

A procura por bicicletas foi tamanha que lojas especializadas venderam o estoque do ano em seis meses e agora clientes fazem fila aguardando bicicletas, acessórios e vestimentas

Edyeverson Hilario

Vendas e pandemia causam desabastecimento de bicicletas em Cuiabá

Foto: Hrayr Movsisyan

A soma da recomendação de evitar aglomeração, a preocupação com o meio ambiente e os cuidados com a saúde, aliados ao baixo custo tem causado uma ascensão na prática do ciclismo em Cuiabá. Com o crescimento da atividade esportiva e o aumento do número de praticantes causaram o desabastecimento de bicicletas, equipamentos e roupas nas lojas especializadas, além de fila de espera por encomendas.

O aumento nas vendas pegaram Larissa de Carvalho de surpresa. A proprietária da loja Z4 Bike Store, especializada em bicicletas, viu suas vendas aumentarem 50% na primeira parte do ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Dessa forma, vendeu toda a mercadoria prevista para o ano, na metade do percurso.

Grata surpresa que lhe causou um “problema”, já que o avanço da pandemia do coronavírus, resultou em medidas de prevenção ao avanço da proliferação do vírus. Dessa forma, várias empresas reduziram suas atividades, o que dificultou a reposição do seu estoque. Com as “engrenagens” que envolvem indústrias e principalmente empresas transportadoras comprometidas, não restou outra situação a não ser a de filas de espera.

A pandemia também contribuiu para o aumento da demanda de bicicletas, equipamentos, acessórios e roupas de ciclismo. Já que por ser um esporte praticado ao ar livre, muitas pessoas começaram a pedalar, pois o risco de contágio é mínimo. Além de ser usado na mobilidade urbana, “não causar agressões ao meio ambiente, ter um baixíssimo custo, melhorar a imunidade e a qualidade de vida dos praticantes”, explicou a empresária.

Ciclismo ao invés de medicação


O ciclismo foi uma válvula de escape para a médica, Déborha Lopes que, com o fechamento das academias, encontrou na bike o alívio para o estresse causado pela profissão. Situação que agravou um pouco mais nesse período, já que, devido ao risco de ser infectada pelo coronavírus, teve que se distanciar da filha de cinco anos e da família.

“É uma fase super tensa e essa foi a alternativa que encontrei. Ao invés de eu entrar na medicação, fui para o esporte”, relata. 

Como não tinha certeza se iria gostar, Deborha começou a pedalar alugando uma bicicleta. Dúvida que logo nos primeiros dias deu lugar à paixão pelo esporte. A decisão imediata, a motivou a ter sua própria bike. Contudo, precisou entrar na fila de espera e aguardar mais de um mês até receber a encomenda.

Apesar de ter a atividade física como parte da sua rotina semanal, Deborha conta que tem notado um avanço no seu preparo físico. “Melhora muito a parte cárdio. Eu falava que não tinha fôlego, estou gostando bastante”, descreve.

Ela ainda conta que nos dias que pedala se sente mais feliz. “É até engraçado falar isso. Libera endorfina, então é como se eu tivesse tomado medicação para depressão. Eu fico super irradiante. Por mim, pedalaria todos os dias. Tem sido uma experiência maravilhosa", finalizou.

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