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Notícias / Política

16/07/2020 às 11:08

Por 13 a 9, Câmara rejeita afastamento e arquiva processo de cassação contra Emanuel

Saiba como cada um dos vereadores votaram

Kamila Arruda e Alline Marques

Em uma sessão marcada por discussão e troca de acusações, a Câmara de Cuiabá rejeitou, por 13 votos a nove, o relatório final da intitulada CPI do Paletó, a qual pedia o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por 180 dias e ainda a abertura de um processo de cassação.

Apesar da pressão dos parlamentares oposicionistas, que desde o fim da CPI veio fazendo uma campanha nas redes sociais na busca por apoio popular, a base governista no Parlamento Municipal levou a melhor e garantiu o arquivamento do processo que se perdurou por mais de três anos na Casa de Leis.

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Inicialmente, o grupo de oposição contava com 11 votos. No entanto, o vereador Gilberto Figueiredo (DEM) não se afastou do comando da Secretaria de Saúde Estadual para retornar ao Legislativo Cuiabano para participar da votação. Além disso, eles ainda perderam o voto do vereador Vinicyus Hungueney (SD), que se debandou novamente para o lado do prefeito e votou pela rejeição do relatório.

Discussões 

Houve muito questionamento sobre o fato de o relatório da CPI não ter constado na pauta de votação que é liberada um dia antes da sessão e a falta de parecer da Comissão de Constituição e Justiça.

"Em três mandatos de vereador eu nunca vi uma convocação ser feita às 5h35min da manhã por meio de uma mensagem. Pra que esse desespero em defender o prefeito? Votar pelo afastamento é não ficar do lado da corrupção”, completou o vereador Dilemário Alencar (Podemos).

Misael Galvão (PTB), presidente da Câmara de Cuiabá, explicou que a convocação não precisaria ser feita de maneira formal, e apenas respondeu o verador Diego Guimarães (Cidadania) em um grupo de whatsapp dos vereadores às 5h35 que o relatório seria votado. Segundo o parlamentar, ele está respaldado pela Procuradoria da Casa. Argumento sempre utilizado por ele para justificar os atos, alguns deles, inclusive anulados na justiça, como a cassação do vereador Abílio Brunini (Podemos).

Entre acusações e defesa

Mesmo em minoria, sabendo que seriam derrotados, os parlamentares da oposição fizeram discursos fortes. O vereador Felipe Wellaton (Cidadania), inclusive, chegou a chamar o chefe do Executivo Municipal de “bandido”. “Bandidos, bandidos, bandidos, não vamos nos calar diante disso!”, disse o vereador aos gritos.

Já o vereador Diego Guimarães (Cidadania), criticou a inércia do Ministério Público Estadual (MPE) e até mesmo da Assembleia Legislativa perante os fatos investigados pela comissão. “A CPI não fracassou, essa CPI foi um sucesso. Fizemos o que o Ministério Público talvez deveria ter feito, o que a Assembleia Legislativa deveria ter feito. Este parlamentar será lembrado pela cassação que fez em menos de um ano, e a cassação que deixou de fazer”, disse o parlamentar fazendo referência à cassação do vereador Abílio Junior (Podemos).

Por outro lado, da base, Renivaldo Nascimento era um dos mais alterados e disse que a oposição está fazendo apenas politicagem, buscando palanque e que ao longo desses 3 anos e meio não apresentaram resultado à população, só atrapalham a gestão de Emanuel. 

Adevair Cabral, na defesa do prefeito, acabou soltando uma frase polêmica: "se a pessoa cometeu crime, se é bandido merece respeito. O que vejo é a uma tentativa de crucificar". Ele alegou que até o momento Emanuel sequer virou réu no processo e nenhuma denúncia foi oferecida. 

Saiba como foi a votação

Votaram pelo arquivamento 

Adevair Cabral (PTB)
Adilson Levante (PSB) 
Chico 2000 (PL)
Aluisio Leite (PV)
Dr. Xavier (PTC)
Juca do Guaraná (Avante)
Justino Malheiros (PV)
Luis Claudio (PP)
Marcrean Santos (PP)
Mario Nadaf (PV)
Orivaldo da Farmácia (PP)
Renivaldo Nascimento (PSDB)
Toninho de Souza (PSDB)

A favor do processo de cassação 

Abilio Brunini (Podemos)
Clebinho (PSD)
Diego Guimarães (Cidadania)
Dilemário Alencar (Podemos)
Felipe Wellaton (Cidadania)
Lilo Pinheiro (PDT)
Marcelo Bussiki (DEM)
Sargento Joelson (SD)
Wilson Kero Kero (Podemos)

Ausentes 

Ricardo Saad (PSDB) 
Vinicyus Hugueney (SD)

*O presidente não vota nessas ocasiões, portanto Misael Galvão (PTB) não precisou proferir o voto

1 comentário

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  • Paulo 16/07/2020 às 00:00

    E um vergonha, sabendo do que ocorreu, onde se tem imagens que comprova os fatos, ainda tem vereador que e contra cidadania, que não defende o povo e esta do lado de bandido, abre o olho pessoal as eleições estão chegando.

 
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