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Notícias / Política

28/07/2020 às 07:08

UFMT receberá auxílio do governo e prova do revalida pode ocorrer no próximo mês

Cerca de mil médicos aguardam a realização da avaliação para poder auxiliar no combate ao coronavírus

Eduarda Fernandes

UFMT receberá auxílio do governo e prova do revalida pode ocorrer no próximo mês

Evandro Soares, reitor da UFMT

Foto: Arquivo Pessoal

A prova do Revalida da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), exame realizados por alunos formados em Medicina no exterior, pode ocorrer em agosto, pelo menos é o que se discutiu em reunião realizada na tarde dessa segunda-feira (27) entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o reitor Evandro Soares. 

O governo do Estado se comprometeu a 
ajudar a UFMT com recursos para garantir a relização da prova que pode inserir cerca de 1 mil médicos no mercado de trabalho para ajudar no atendimento de pacientes com covid-19. Atualmente, uma das principais dificuldades das gestões pública é a falta de profissionais da saúde, devido ao grande número de afastamento em decorrência da doença.

Na reunião, também estiveram presentes o secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal Neri Geller (Progressista) e o deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), conhecido como Nininho.

Leia também - Mais de mil médicos estão impedidos de trabalhar devido burocracia imposta pela UFMT

Apesar de terem discutido uma nova data ainda em agosto, visto que a UFMT havia adiado para setembro, o reitor ao final da reunião optou por não confrimar e disse que ainda não está definida. “Não temos uma previsão específica porque há necessidade de uma análise para que esse revalidandos possam se programar para comprar a passagem e venham para Mato Grosso. Porque a maioria está fora de Mato Grosso. Estão em Rondônia, Minas, Bahia, São Paulo e Paraná, principalmente”.

O reitor também descartou a realização de prova online e disse que será realizada presencialmente em Cuiabá. “Precisaria de uma quantidade muito maior de questões para que o programa possa embaralhar essas questões e isso não foi previsto. E nesse intuito de fazer a prova presencial, sem necessidade de grandes aglomerações, 30, 40 estudantes na sala de aula, que a gente conversou com os senadores e com o governador do Estado”, revelou.

Por conta das exigências sanitárias relativas à pandemia, o reitor diz que será preciso quadruplicar o número de salas e fiscais, de modo a evitar qualquer tipo de aglomeração, o que irá gerar mais custos para a instituição. “Há necessidade de tapete com questões sanitárias, há necessidade de máscaras, de face Shields e toda a paramentação necessária para reduzir o risco da contaminação”, pontua.

O tempo mínimo para preparar montar todo esse aparato, segundo Evandro Soares, só a comissão de concursos poderá informar com exatidão. “Mas, essa prova já foi elaborada, ela já está pronta. Há necessidade agora de como aplicar essa prova sem oferecer qualquer risco à população”, reforça.

De acordo com o reitor, são 927 bacharéis em Medicina à espera da realização da prova para poderem ingressar no mercado de trabalho e ajudar no combate à pandemia. A escassez de médicos tem sido um grave problema enfrentado pelo governo de Mato Grosso e município de Cuiabá nesta pandemia. “Eles ainda não são médicos, porque precisam ter o diploma no Brasil revalidado e depois, ter a carteira profissional homologada no CRM”, esclarece.

O secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho disse que a realização da prova foi oficialmente consolidada na reunião com o governador. “O Estado de Mato Grosso, junto com a universidade, com apoio da sua bancada federal e estadual, está cuidando de todos os detalhes para que até o final de agosto nós tenhamos essa prova dentro da UFMT com todas as estruturas de vigilância sanitária, tomando todos os cuidados com a contaminação da covid-19"

Embate
O exame é a última etapa para que profissionais formados em Medicina fora do país possam atuar no Brasil. Conforme o Leiagora vem noticiando, a falta de profissionais na área de saúde tem agravado o colapso na rede pública de saúde no Estado, pois não há profissionais disponíveis no mercado de trabalho.

Os “revalidandos”, como chama o reitor da UFMT, cobram que, devido à pandemia e a urgência de mão de obra especializada em todo o país, o exame seja feito online. Um dos argumentos é que a UFMT realizou a eleição para a reitoria neste formato. Para os bacharéis, a burocracia revelaria que a instituição lida com essas duas questões com “dois pesos e duas medidas”, priorizando o que lhe convém.

“Eles [UFMT] poderiam fazer a prova online, inclusive tem respaldo do Ministério da Educação para isso, mas não querem fazer. É uma burocracia desnecessária”, disse um dos profissionais à espera do exame, em entrevista ao Leiagora. Ele preferiu não ser identificado. Confira a entrevista completa aqui.

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