Cuiabá, sábado, 19/09/2020
17:56:26
informe o texto

Notícias / Polícia

03/08/2020 às 17:39

Corregedoria da PJC apura se houve falha em investigação inicial do Caso Isabele

O crime ocorreu em 12 de julho, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá.

Eduarda Fernandes e Luzia Araújo

Corregedoria da PJC apura se houve falha em investigação inicial do Caso Isabele

Casa onde Isabele foi morta no Alphaville

Foto: Leiagora

A fase inicial da investigação sobre a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, se tornou alvo de apuração da Corregedoria da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. O crime ocorreu em 12 de julho, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá. O objetivo do órgão é manter a total transparência dos trabalhos prestados pela PJC.

Por meio de nota enviada ao Leiagora
após pedido de esclarecimento, a PJC informou que “o ato envolvendo o arbitramento de fiança na fase inicial da apuração do fato sobre a morte de Isabele Guimarães Ramos, realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, e que fora posteriormente objeto de revogação por decisão judicial além de outras circunstâncias apontadas, estão sendo apurados pelo órgão de controle interno, que é a Corregedoria da Polícia Civil”.

Leia também - Caso Isabele: Justiça arbitra fiança em R$ 52,2 mil e dá 5 dias para empresário pagar

A reportagem reforçou o questionamento e a assessoria da Polícia Civil confirmou que a atuação da Corregedoria não é apenas em relação ao valor da fiança, mas sim acerca de toda a fase inicial da investigação.

Valor da fiança
O empresário Marcelo Cestari, pai da jovem e amiga de Isabele que teria atirado acidentalmente contra ela, foi preso no dia da morte por posse irregular de arma. Ele foi solto após pagar fiança de R$ 1 mil, o que motivou o Ministério Público Estadual (MPE) a solicitar aumento do valor.

O pedido foi acolhido pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, que aumentou a fiança para R$ 209 mil. Contudo, o desembargador plantonista do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Rondon Bassil Dower Filho, atendeu um pedido de Marcelo Cestari e mandou suspender o pagamento.

Em decisão proferida nesta segunda-feira (3), depois de receber as alegações do empresário no processo que questiona o valor de fiança, o juiz João Bosco fixou em R$ 52,2 mil a quantia a ser paga, o que deverá ser feito em até cinco dias.

Ao atribuir os 50 salários mínimos, o magistrado ponderou que o pagamento inicial, de R$ 1 mil, feito por Marcelo na noite do crime é irrisório, mas que não poderia deixar de considerar as alegações da defesa, sobre dificuldades financeiras nesse momento de pandemia.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet