Cuiabá, segunda-feira, 21/09/2020
02:58:08
informe o texto

Notícias / Judiciário

08/08/2020 às 16:45

Refém de bandidos em UPA quer que Cuiabá a indenize em R$ 1,2 mi e pague pensão

Caso aconteceu em fevereiro de 2018, quando criminosos tentaram resgatar um preso que chegava para atendimento médico na UPA Morada do Ouro

Camilla Zeni

A diarista D.S.R., de 35 anos, entrou com uma ação contra a Prefeitura de Cuiabá, pedindo indenização de R$ 1,2 milhão por todo o transtorno que sofreu e as consequências que ficaram após ter sido feita refém dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O caso, amplamente noticiado na imprensa, aconteceu em fevereiro de 2018, quando um grupo de criminosos invadiu a unidade tentando resgatar um preso que recebia atendimento, no bairro Morada do Ouro. Fortemente armados, os bandidos trocaram tiros com a polícia.

Naquele dia, cinco pessoas ficaram feridas. Dois foram atingidos por um tiros nas pernas. Um bebê chegou a ter perfuração nas costas e na mão, enquanto sua mãe foi atingida no braço. D. foi atingida no tórax.

No processo, a vítima lembrou que estava no local para receber atendimento médico e acabou sendo feita de escudo humano pelos bandidos, de forma que acabou atingida por um tiro e perdeu o baço. Disse ainda que não recebeu atendimento médico de qualidade, registrando demora no atendimento e falta de remédios.

Ainda segundo D., que era diarista e cuidadora de idosos, ela não pode mais trabalhar em decorrência do acidente, porque, além de danos físicos que a deixaram incapacitada, ela também lida com danos psicológicos devido ao trauma.

A mulher ainda registrou que tem cinco filhos e recebia uma média de R$ 2,6 mil por mês. Por isso, ela pediu que a Justiça condene a prefeitura a pagar o valor de três salários mínimos mensalmente, equivalente a pouco mais de R$ 3,1 mil. Pediu ainda R$ 2,4 mil por lucros cessantes, ou seja, valor que deixou de receber em razão do dano, R$ 800 mil a título de danos morais e R$ 400 mil por danos estéticos.

O caso é avaliado pela juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública. Nessa quarta-feira (5) a magistrada fez a nomeação de um perito para avaliação dos danos estéticos e psicológicos, e a eventual incapacidade para o trabalho apontado por Dayane. Ele tem 30 dias para apresentar um laudo.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet