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11/08/2020 às 11:47

Empresário queria mandado judicial para liberar viatura da PM

Ao chegar no local, o militar lembrou, que ele e seus colegas tiveram dificuldade para adentar no condomínio

Luzia Araújo e Alline Marques

Empresário queria mandado judicial para liberar viatura da PM

Foto: Reprodução

O empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que assumiu a autoria do disparo contra  Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, pediu à equipe da Polícia Militar para apresentar um mandado judicial para liberar o acesso à residência da família, no condomínio Ahphaville 1, local onde ocorreu o crime no dia 12 de julho.  

A informação foi passada em depoimento ao delegado da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica), Francisco Kunze Junior, por um policial militar que integrava a equipe que foi acionada para atender a ocorrência. O depoimento foi prestado no dia 29 de julho.

De acordo com relatos do soldado, lotado no 3º Batalhão, era por volta das 22h30, quando a equipe da qual fazia parte foi acionada, via Ciosp, para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo no condomínio. Ao chegar no local, o militar lembrou, que ele e seus colegas tiveram dificuldade para adentar no complexo de casas, pois o porteiro informou que morador da casa estava pedindo para a guarnição apresentar um mandado judicial. 

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“Que após conversa como responsável pela portaria foi autorizada a entrada com acompanhamento de um funcionário da segurança”. 

De acordo com o PM, quando a equipe chegou na residência, constaram que uma equipe do Samu já estava no imóvel, além de Marcelo, o resto da família dele e um advogado. 

O soldado acompanhado de um colega de trabalho se dirigiram até a parte superior da casa, onde em conversa com o médico do Samu, ouviram a confirmação do óbito da menina. O policial afirmou que  presenciou o corpo de Isabele no banheiro do quarto, onde “saia muito sangue da cabeça e escorria para o ralo”.  

Ele afirmou também que o quarto/banheiro se encontrava “arrumado e limpo, que não presenciou no local nenhuma arma de fogo, nem munição e nem case”.  

Depois disso, ele desceu e permaneceu fazendo o isolamento do local, junto com outro colega da equipe, não sendo permitido o acesso de ninguém até a chegada da equipe da perícia e da Polícia Civil. 

O soldado disse que no imóvel chegaram um policial civil à paisana, se identificando como amigo da família, além do sargento  Fernando Raphael Ferreira de Oliveira, o qual se encontrava fardado e se identificou como amigo da família e presidente da federação de tiro. “Que tanto o policial civil quanto o sargento Rafael ficaram na sala de TV reunidos com a família”. 

Ele permaneceu na casa até a madrugada, deixando a casa junto com a Polícia Civil.


Confira a cobertura completa sobre o caso Isabele aqui.

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