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Notícias / Judiciário

14/09/2020 às 11:00

Mais 4 órgãos devem investigar suposto esquema de mensalinho na AL

O juiz o juiz federal da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, determinou o envio de cópia integral dos autos para os demais órgãos

Eduarda Fernandes

Mais 4 órgãos devem investigar suposto esquema de mensalinho na AL

Foto: Reprodução

Mais quatro órgãos devem investigar o suposto esquema de pagamento de propina a deputados estaduais em troca de apoio político à gestão do então governador Silval Barbosa. Ao receber a denúncia contra o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e mais nove ex-deputados, o juiz federal da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, determinou o envio de cópia integral dos autos à Receita Federal do Brasil, à Controladoria-Geral do Estado, ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público de Contas de Mato Grosso.

Ao pedir o compartilhamento das provas, o Ministério Público Federal justificou o pedido dizendo que foram apreendidos diversos documentos com os denunciados que indicam a prática de crime contra a Ordem Tributária e a prática de demais atos criminosos e de improbidade administrativa, além do que foi imputado na denúncia.

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“Destacamos que os Relatórios de Análise de Material Apreendido de cada denunciado possuem informações sobre possível patrimônio em nome de terceiro, bem como indícios de participação em operações policiais a exemplo da Bereré e Ventríloquo que são de atribuição do MPMT”, exemplifica o órgão.

Um dos exemplos citados envolve Emanuel Pinheiro e “situação suspeita envolvendo contratação de obras e serviços de iluminação pública no âmbito do Município de Cuiabá”. Já com relação a Luiz Marinho de Souza Botelho, “foram encontrados diversos carnês de IPTU referentes a diversos imóveis, alguns deles em nome de terceiros”.

Foram denunciados, além de Emanuel e Luiz Marinho, Ezequiel Ângelo Fonseca, José Domingos Fraga Filho, Airton Rondina “Português”, Luciane Azoia Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antônio Azambuja e José Joaquim de Souza Filho “Baiano Filho”.

Segundo informou Silval em seu acordo de colaboração premiada, ele pegou propina aos deputados no valor de R$ 600 mil, divididos em 12 parcelas de R$ 50 mil. Os valores eram pagos a partir de retornos de recursos do programa MT Integrado, de incentivos fiscais e das obras relativas à Copa do Mundo de 2014.

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