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Notícias / Polícia

29/09/2020 às 10:36

Ossada encontrada há 83 dias aguarda exame de DNA com familiares da travesti Mary

A ossada é encontrada em 9 de julho e a suspeita é que seja de Mary que está desaparecida desde 8 de janeiro

Luzia Araújo

Ossada encontrada há 83 dias aguarda exame de DNA com familiares da travesti Mary

Foto: Reprodução

A ossada localizada no município de Santo Antônio do Leverger (27 km distante de Cuiabá), que pode ser da travesti Mary de 37 anos, completou 83 dias no Instituto Médico Legal de Cuiabá sem identificação. José Mário Bastos, nome que consta nos documentos de Mary, foi visto pela última vez no dia 8 de janeiro ao deixar o trabalho em uma pizzaria da cidade e nunca mais deu notícias

O sumiço é um mistério até hoje e é investigado pela delegacia de Santo Antônio de Leverger, com o apoio do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

No dia 09 de julho, policiais civis de Santo Antônio de Leverger receberam uma denúncia anônima informando a localização de ossos humanos na estrada que dá acesso à região do Engenho Velho. Eles foram checar e no ponto indicado encontraram a ossada às margens da estrada. 

O local foi isolado até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que recolheu a ossada para a identificação da vítima. A principal suspeita é que os ossos sejam da travesti Mary. A identidade só poderá ser confirmada por exame de DNA ou da arcada dentária.

Segundo informações da Polícia Civil, a Delegacia de Santo Antônio de Leverger buscou por prontuários odontológicos de Mary, contudo, não foi localizada nenhuma informação que pudesse colaborar para a identificação da ossada, restando apenas a realização do exame de DNA. 

O exame necessita de amostra de um familiar de linhagem direta da vítima para o confronto de material genético,  porém todos os familiares de Mary vivem no estado do Maranhão, o que tem dificultado a realização do exame.  

A Polícia Civil informou também que a Delegacia de Santo Antônio de Leverger fez contato com familiares de Mary para informar da necessidade da coleta de material genético, porém, a família não tem condições financeiras de arcar com viagem a Mato Grosso.

Para realizar o exame, será providenciada, conforme contato da Politec com familiares da desaparecida, a coleta de material genético no laboratório de DNA no estado do Maranhão e posterior envio do material genético para Mato Grosso, onde será feito o confronto. 

Isso só possível porque os laboratórios de DNA Forense do Brasil estão interligados por meio da Rede Nacional de Bancos de Perfis Genéticos e desta forma, com o uso da rede, os peritos de Mato Grosso podem solicitar apoio aos profissionais de Maranhão. Contudo, a Polícia Civil informou que não há prazo para que isso ocorra.

Enquanto aguarda identificação, a ossada está na Gerência de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal de Cuiabá, armazenada em uma caixa chamada de “caixa caixão”, onde aguarda para ser encaminhada para extração e amplificação no laboratório de DNA. De acordo com a Politec, não existe um tempo determinado para o material permanecer no local.

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