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Notícias / Política

08/10/2020 às 13:58

Covid-19: secretário vê situação ‘menos desconfortável’ e aponta platô com leve declínio

Segundo Gilberto Figueiredo, a situação equilibrada já leva o Estado a considerar a desabilitação de alguns leitos de UTI

Da Redação - Camilla Zeni / Reportagem Local: Amanda Simeone

Covid-19: secretário vê situação ‘menos desconfortável’ e aponta platô com leve declínio

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Após seis meses de alerta em razão da pandemia da covid-19, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirma que o Estado já vive situação “menos desconfortável” do que a que experimentou meses atrás. Com isso, o Estado já considera desabilitar alguns leitos de UTI pactuados para atender os casos de coronavírus.

Em entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (8), Gilberto avaliou que Mato Grosso passa, há algum tempo, pelo que se chama de “platô”. O nome tem sido usado nesta pandemia para indicar quando a curva da epidemia da covid-19 apresenta redução na velocidade de crescimento, quase estabilizada, de forma que indica que o declínio dos casos pode se aproximar.

“A pandemia, pelo número de casos, média que temos, mostra que estamos num platô, com um pequeno declínio. Temos um declínio mais expressivo na taxa de ocupação dos casos que se agravam e precisam de UTI, e temos uma situação menos desconfortável”, avaliou o secretário.

Conforme a atualização do governo do Estado, na última semana, entre 30 de setembro e 7 de outubro, foram 119 mortos em decorrência da covid-19, e 5.653 novos casos diagnosticados. Já quando se analisa inteiramente o mês de setembro, foram  680 mortos e 33.165 novos casos do vírus. 

Gilberto destacou, porém, a redução no número de ocupação de leitos hospitalares. No último mês de setembro, 208 pessoas deixaram a internação. A última atualização, divulgada nessa quarta-feira (7), aponta que 662 pacientes ainda dependem das unidades hospitalares.

Segundo o secretário, em razão da diminuição das taxas, o Estado pretende diminuir também o número de leitos destinados aos casos de covid-19, de forma a disponibilizar essas unidades para o atendimento de outras demandas.

“Estamos administrando os indicadores, com a necessidade de desligar alguns leitos que já estão com a taxa de ocupação muito baixa. Leitos individuais, um conjunto de 10 leitos de UTI para atender determinadas regiões. Estamos fazendo essa avaliação, um replanejamento e realocação disso. Aqui em Cuiabá, muito provavelmente vamos deslocar os leitos do Hospital Santa Casa para o Metropolitano, para que possamos liberá-lo para voltar a fazer cirurgias eletivas”, avaliou Gilberto.

Conforme os dados do governo, atualmente 229 leitos de UTI estão ocupados das 435 unidades disponíveis. A situação mais crítica foi registrada no Hospital Regional de Rondonópolis, que está com 141% de ocupação. 

Já os hospitais da região metropolitana de Cuiabá estão com situação mais equilibrada, sendo que o Hospital Estadual Santa Casa está com apenas 25% dos leitos de UTI ocupados e o Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá tem 47,5%. O Hospital Municipal São Benedito, por sua vez, está com 35% de ocupação.

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