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Notícias / Judiciário

15/10/2020 às 16:05

Ex-deputado vira réu por nomear 'fantasmas' e cobrar 'rachadinha' na ALMT

Denúncia apontou que Eliene conseguiu nomear a empregada de sua casa como assistente na Assembleia, apenas para não ter que pagar salário. Ele ainda teria ficado com parte do valor recebido pela funcionária

Camilla Zeni

Ex-deputado vira réu por nomear 'fantasmas' e cobrar 'rachadinha' na ALMT

Foto: Reprodução

A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, recebeu denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) contra o ex-deputado federal Eliene Lima. Ele foi acusado de indicar funcionários fantasmas e promover o que se chama de "rachadinha". 

A denúncia foi proposta pelo promotor de Justiça Mauro Zaque em dezembro passado, quando ele apontou que o esquema promovido pelo deputado aconteceu entre 2009 e 2011.

Na época, Eliene já estava em cadeira na Câmara Federal. No entanto, mesmo de Brasília (DF) ele ainda exercia influências no Legislativo estadual. Segundo o Ministério Público, o esquema orquestrado por Eliene desviou mais de R$ 210 mil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Na época, uma mulher que trabalhava como doméstica de Eliene foi contratada na Assembleia Legislativa como assessora técnica e assistente de gabinete. No entanto, ela nunca chegou a ir no Legislativo. Em depoimento,  a mulher afirmou que sempre trabalhou na casa do deputado e que devolvia R$ 1 mil para um funcionário do deputado.

A funcionária ainda alegou que precisava do emprego e que, quando recebeu a proposta de ser "funcionária" da Assembleia, já prestava serviço para a família de Eliene havia anos. Segundo contou, ela continuou sendo paga com dinheiro público por quase dois anos. Depois, chegou a ser contratada de carteira assinada. 

A denúncia do MP ainda aponta que a mesma funcionária acabou sendo procurada tempos depois para receber salário pela Câmara dos Deputados. Esse esquema foi investigado pelo Ministério Público Federal, que conseguiu a condenação do ex-deputado.  

A magistrada, ao analisar a denúncia, observou que, quando foi citado, o ex-deputado não conseguiu comprovar, por meio de documentos, a necessidade de rejeição da denúncia.

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