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23/10/2020 às 10:32

Entenda diferenças do PIX em relação a TED, DOC e boletos

O Banco Central será o protagonista do novo sistema de pagamentos instantâneos, diferentemente do que ocorre nas outras modalidades

Metropoles

Entenda diferenças do PIX em relação a TED, DOC e boletos

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

OPIX, novo sistema de pagamento eletrônico desenvolvido pelo Banco Central (BC), vai funcionar como uma alternativa para efetuar transações, além dos modelos já existentes, como TED, DOC, boleto, cheque e cartões.

O novo produto começará uma fase de testes a partir do próximo dia 3 de novembro, quando o serviço será disponibilizado para alguns clientes. O sistema será ampliado a toda a população em 16 de novembro.

A principal diferença apontada pelo BC em relação a outros meios de pagamento é que o PIX permite que todos os tipos de transferência sejam realizadas em qualquer dia, incluindo fins de semana e feriados, e em qualquer hora.

Além disso, o sistema propõe baratear as operações, uma vez que o uso do serviço – envio e recebimento de transferências – será gratuito para pessoas físicas, inclusive empreendedores individuais.

Para o economista Riezo Almeida, coordenador do curso de economia do Centro Universitário Iesb, a principal diferença é que com o PIX o Banco Central passa a ser o protagonista das transações financeiras.

“O protocolo, elaborado pelo Banco Central, é a principal diferença. Então, a autarquia deixa de ser reguladora do mercado e passa a ser protagonista. No TED e no DOC, os protocolos são dos bancos”, diz Riezo.

TEC e DOC

Em relação às transações feitas por meio de Documento de Ordem de Crédito (DOC) ou Transferência Eletrônica Disponível (TED), o PIX deverá ganhar tanto em agilidade quanto, em alguns casos, no custo da operação.

Atualmente, a pessoa consegue transferir o dinheiro no mesmo dia via TED, caso a operação seja realizada até as 17h. Já no DOC, o valor cai no dia seguinte, mas pode levar mais tempo, dependendo do horário que a transação for realizada.

Além disso, o DOC só permite transações inferiores a R$ 4.999,99. De acordo com o BC, ​não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via PIX, mas as instituições financeiras poderão estabelecer um teto.

Uma outra diferença em relação ao DOC e à TED é que o PIX não exige que o pagador insira uma série de informações, como números da conta, da agência e CPF, para realizar a transação, basta usar uma chave.

A chave PIX é a informação que vai identificar o cliente e a conta bancária dele no sistema e facilitará, assim, a transação. Essa chave poderá ser um número de celular, um e-mail, o CPF ou o CNPJ.

Até as 18h dessa quinta-feira (22/10), cerca de 50,4 milhões de chaves foram cadastradas no PIX. “O cadastro pode ser feito quando o correntista quiser, sem data-limite”, informou o Banco Central, em nota.

Boletos e cartões

A mesma tecla da agilidade no pagamento é usada pelo Banco Central ao comparar o PIX com o boleto, que, basicamente, é um documento emitido pelo recebedor para que a pessoa, via código de barras, o pague.

Do ponto de vista do recebimento do recurso, o dinheiro só estará disponível no dia útil seguinte ao dia em que o boleto é pago. Já no caso do PIX, o pagador poderá realizar a transferência ao ler um QR Code.

Em relação aos cartões de débito e de crédito, o BC destaca a necessidade de o recebedor ter ou alugar uma maquininha ou instrumento similar para que a transação seja realizada, o que inclui custos.

Além disso, “existe um dia fixo para o pagamento da fatura, de forma que os recursos só são debitados dias após a realização da compra, a depender da data da transação”, explica o Banco Central.

O PIX reinará?

O economista Riezo Almeida explica, no entanto, que, apesar de o PIX apresentar certa agilidade em relação às demais formas de pagamento, isso não significa que o TED e o DOC, por exemplo, deixarão de existir.

“Tem muita gente que é conservadora, que não precisa de urgência também. Aí, prefere fazer a transação com tranquilidade, de um dia para o outro”, ressalta o professor de ciências econômicas do Iesb.

O economista explica, no entanto, que as instituições financeiras do Brasil começaram a estudar alterações no protocolo dessas outras formas de transferências de valores para não ficar atrás do PIX.

“Eu acredito que a tendência é que os bancos irão fazer um modelo de negócio do TED e do DOC para se aproximarem cada vez mais do PIX”, prossegue o professor, ao citar, como exemplo, o custo da operação.

Em nota, o Banco Central informou que, assim como a TED e o DOC, o PIX é um meio de pagamento à disposição da população e não há qualquer intenção da autarquia em extinguir outros meios de pagamento.

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