Cuiabá, domingo, 29/11/2020
18:48:18
informe o texto

Notícias / Entrevista da Semana

01/11/2020 às 14:30

Não haverá desabastecimento de carne e MT pode quadriplicar a produção

Daniella Bueno comentou que não tem nenhuma dificuldade em sentar em mesas que só tem homens e que a tendência é de que haja mais mulheres em cargos de relevância no setor produtivo

Edyeverson Hilario

Devido à crise causada pelo surto de peste suína africana, na China, principal destino das carnes exportada pelo Brasil, os envios da proteína bovina bateram novos recordes neste ano. Situação que favoreceu o bolso do pecuarista, que neste ano, tem recebido valores acima do que foi visto no ano passado. Contudo, isso não significa que eles tenham lucrado de forma tão significativa.
 
Segundo a médica veterinária e diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniela Bueno, junto com um pagamento acima da média, houve o aumento do custo de produção, que neste ano também aumentou de forma substancial. Apesar disso, ela explica que o momento é oportuno para se investir em novas tecnologias e ainda ampliar o plantel de clientes, fora do Brasil.
 
Ela ainda comentou sobre a sua atuação no setor produtivo, em que a maioria dos cargos de relevância são ocupados por homens. A ainda observou que as mulheres têm começado a ocupar vários espaços no setor produtivo e que a tendência é que esse movimento se consolide.
 
Leiagora - Nesse ano houve exportações recordes de carne e a expectativa é que esse crescimento se mantenha nos próximos anos. Mato Grosso tem carne suficiente para atender a demanda interna e externa?
 

Daniela Bueno - Não existe um número cabalístico ainda. Como o país não faz contratos fixos, que a gente sabe quanto vai mandar por mês para cada país, então a gente depende dessa demanda.
 
Não há nenhuma previsibilidade de falta de abastecimento em hipótese nenhuma, pelo menos, para Mato Grosso. Menos de 10% da carne que a gente produz, a gente consome aqui. Então, em hipótese alguma vai faltar carne para o Estado. Essa hipótese não é nem sugestionada, porque a gente consome muito pouco.
 
Vamos ter em média 6 milhões de animais abatidos neste ano. Desses, 40% é exportado, em média. O restante, estão sendo consumido pelo mercado nacional. A gente só consome 10%, então tem carne mais do que o suficiente.
 
Leiagora - Recentemente o Pantanal mato-grossense ganhou repercussão internacional por conta dos incêndios florestais e os pecuaristas da região acabaram levando a culpa por esses incidentes. Como a Acrimat tem atuado diante dessa situação? Há um planejamento, uma ação para tentar desvincular a imagem dos pecuaristas com os incêndios?
 

Daniela Bueno - O resultado das perícias do governo do Estado não apontam o pecuarista, mas, ação do homem. O que não quer dizer, ação do pecuarista. O início dos três grandes incêndios foi o carro queimado na rodovia, foi uma dentro do Sesc Pantanal, que não é pecuarista, é uma reserva ambiental; e outro grande início foi da pessoa coletando mel, fazendo fogo para espantar abelha. É claro que no meio disso, o grande prejudicado foi o pecuarista. Ele que teve a sua terra arrasada pelo fogo.
 
A gente tenta demonstrar o tempo inteiro pela mídia. Colocamos até na mídia nacional várias reportagens falando que o pecuarista foi o grande prejudicado no incêndio. Ninguém em sã consciência vai colocar fogo na própria casa.
 
Para o futuro, a Acrimat está apoiando uma ação organizada pelos próprios pecuaristas. Não só eles, mas toda a sociedade civil que tem várias ações na parte do turismo e, há outras associações envolvidas. Estão montando como se fosse outra associação com um projeto muito grande de marketing que, vai levar realmente como é essa criação no Pantanal.
 
Hoje o Pantanal é o bioma mais preservado do Brasil, sem dúvida alguma. E a pecuária já está lá há mais de 300 anos. Lá já teve mais de cinco vezes a quantidade de gado e, quanto mais gado tinha, mais bonito era o Pantanal. Então a gente apoia todas essas ações de marketing que estão por vir. Mas essa questão de imagem não tem como desvincular tão fácil, porque a mídia pegou para Cristo o pecuarista. Mesmo tendo todos os dados e laudos. Cada um acredita no que quer.
 
Leiagora - Pecuaristas do Pantanal alegam que por conta da lei do Pantanal, eles estão limitados de trabalhar e, por isso, não conseguem aumentar a produção. Ainda alegaram que o boi serve como bombeiro, termo que tem sido muito criticado. Qual é a sua avaliação sobre isso?
 

Daniela Bueno - Bom, nessa semana saiu um estudo provando isso. Na verdade, o boi bombeiro não é um bombeiro. Não está lá apagando fogo. Ele age na ação de prevenção. Finalmente saiu um estudo no Brasil, inclusive tem outro que foi publicado na Europaque quanto mais animais você tem, diminui o volume de matéria orgânica que vai ser utilizada pelo fogo como combustível.
 
Esse estudo pega a série histórica da quantidade de rebanho e compara com o número de focos de incêndio. Quanto mais gado a gente tinha no Pantanal, menos incêndio a gente tinha. Porque os incêndios são muito mais fáceis de controlar quando você não tem muita matéria seca.
 
Porque fala do boi bombeiro? Porque ele é um balizador natural, principalmente nessa época. O pasto já está rapado. Já pega no final da seca e ele já comeu tudo que tinha. Então qualquer fogo que entra ali, se ele não tem uma matéria orgânica suficiente para ele ir embora, ele é facilmente controlado. Diferente do que está acontecendo agora.
 
Hoje nós temos menos de 400 mil cabeças de gado no Pantanal. Já tivemos mais de 3 milhões. Qual era o Pantanal mais bonito? Era aquele de 1980, 1990, onde o boi estava presente praticamente em todo canto do Pantanal, ou o de agora?
 
A gente tem acompanhado enquanto Acrimat, essa propositura da Lei do Pantanal. Trabalhamos junto com a Famato dentro do grupo de trabalho que está analisando e trabalhando junto com os senadores uma proposta. Por que a pecuária no Pantanal está acabando? Devido às restrições. No nosso Pantanal, o pecuarista não pode fazer uma reforma de pastagem. No Mato Grosso do Sul isso já é permitido. Tem bastante coisas para se melhorar. Então a gente espera que essa legislação saia de uma vez por todas.
 
Hoje toda a pecuária no Pantanal mato-grossense só pode ser utilizada com a graminha nativa. Não pode plantar pasto. E a necessidade não é de você substituir toda a pastagem existente. Existem áreas específicas. Na verdade, a graminha do Pantanal é a mais resistente para essa questão de cheia e seca. Mas tem localidades, que são as mais altas do Pantanal, que eles chamam de cordilheiras, que é aonde eles levam o gado na época que tudo enche, eles levam para parte mais alta. Nessas localidades é necessário colocar graminhas mais nutritivas e fazer essa reforma.
 
Leiagora - Nos últimos anos o assunto representatividade feminina, empoderamento feminino ganhou bastante destaque nas discussões políticas do Brasil. Hoje você atua como diretora-executiva na maior associação de criadores do Brasil. Também vemos muitas mulheres ocupando cargos em órgãos importantes do setor agrícola. Como você avalia esse cenário?
 

Daniela Bueno - É um grande novo horizonte. Eu acabei de participar do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. Tinha simplesmente 2600 mulheres (risos) e de todos os níveis de atuação. Desde representatividade em órgãos, quanto produtoras rurais. Muitas empreendedoras já estão se destacando no meio do agronegócio e tem ocupado cada vez mais espaços. Eu sou a primeira mulher a ocupar essa cadeira aqui na Acrimat, nos 50 anos da Associação.
 
É uma honra para mim e hoje eu não tenho nenhuma dificuldade em sentar em mesas que só tem homens. Na verdade, a maioria das mesas que eu sento só tem homens (risos).  Mas, temos a primeira [mulher] presidente da Sociedade Rural Brasileira, a Teka Vendramini. Então a gente tem ocupado vários espaços. Eu acho que é uma tendência. Daqui a pouco tempo você vai ter espaços ocupados por pessoas competentes, independente do sexo. Se é homem ou mulher, a gente concorre de igual para igual. Para toda e qualquer função.
 
Leiagora - Recentemente o Imea lançou o “Outlook 2030” em que projetaram que a oferta da carne bovina para o mercado consumidor pode chegar a 2,1 milhões toneladas em 2030. Volume 39,3% acima do volume atual de 1,5 milhão de toneladas. Esses números serão alcançados, de fato, ou ainda precisa de muita mudança para que aconteça?
 

Daniela Bueno - Hoje a nossa lotação ainda é muito pequena. A gente tem em média 1,2 animais por hectare. É uma lotação muito baixa em comparação com, vamos colocar, os Estados Unidos. Lá, a média é de mais de 4 animais por hectare. Então, se hoje nós temos aproximadamente 24 milhões de hectares já abertos e a nossa produtividade tem aumentado ao longo dos anos. Para se ter noção, em 2009 a gente tinha 27 milhões de cabeças e ocupava 25 milhões de hectares. Em 2019 nós chegamos a 30 milhões de cabeças, ocupando 24 milhões de hectares. Ou seja, nós aumentamos a quantidade de animais produzidos em um menor espaço. Isso nós chamamos de aumento de produtividade.
 
O pecuarista tem adotado novas tecnologias e, quanto melhor remunerado ele estiver, e nós estamos em um momento muito bom na remuneração da arroba, mais ele pode investir em tecnologia. Quais tecnologias são essas? Melhoria genética, melhoria de nutrição, rotação de pastagem, integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta. Então isso tem crescido muito dentro do Estado. A gente tem fomentado muito essa adoção de novas tecnologias, porque temos condições de triplicar e até quadriplicar a produção somente com a área que já temos aberta. Somente com essas adoções de novas tecnologias. Então é totalmente possível.
 
Leiagora - O Brasil e Mato Grosso, principalmente, exportam muito para China e acaba existindo uma espécie de dependência desse mercado. Por conta disso, a ministra Tereza Cristina, chegou a dizer, recentemente, que esse laço comercial preocupa o Ministério. Como você avalia esse mercado e esse relacionamento comercial?
 

Daniela Bueno - Na verdade, para qualquer economia não há nenhum grande incentivo você ser dependente de um único comprador e, hoje apesar dele ser o maior comprador, acho que o Ministério da Agricultura tem feito um trabalho brilhante, que é a abertura de novos mercados.

Temos conquistado novos mercados e temos muitos para conquistar. A partir do momento que o Brasil for reconhecido como livre da febre-aftosa, sem vacinação, a gente tem possibilidade de entrar em mercados. Inclusive, temos capacidade de ampliar as vendas para os mercados que já vendemos hoje. Temos a Ásia totalmente ávida por alimentos. Temos a Índia que ainda tem que alcançar, então temos muito a crescer.
 
A China não vai parar de [comprar de] uma hora para outra, mas é claro que temos que nos preparar. Essa procura intensa pela carne bovina foi em virtude da peste suína africana, que praticamente dizimou o plantel suíno deles, mas já estão recuperando. O suíno é muito mais fácil de você recuperar um plantel pela velocidade de produção.
 
Então a gente tem que se preparar para isso. Mas hoje do total de carne exportado pelo país, 40% está indo para China, mas são 40% do total exportado. A gente ainda exporta só 30%. O restante da nossa carne é consumida internamente. Então, nós temos sim que melhorar e ter uma economia cada vez mais forte para que o nosso consumo interno seja bastante robusto.
 
Leiagora - Chegaram a pedir que a Acrimat solicitasse o adiamento ou prorrogação da vacinação contra a febre-aftosa dos animais da região do Pantanal?
 

Daniela Bueno - Nós não recebemos nada oficial das associações ou dos representantes do Pantanal, mas mesmo assim, fizemos um expediente para o Ministério da Agricultura e para o Indea, solicitando a prorrogação ou o aumento dessa etapa de vacinação para o Pantanal e para outras regiões também. Não foi só o Pantanal que sofreu com a estiagem e os animais ainda estão muito fracos. A gente precisava de um tempo maior de recuperação. Começou a chuva agora, mas já estamos em plena etapa de vacinação. Acabou de sair da seca. Os animais estão bastante debilitados.
 
A gente recebeu a resposta que não, que eles iriam manter a vacinação, só que iriam acompanhar semanalmente a evolução e caso, realmente, houvesse necessidade por uma baixa adesão, isso seria revisto já para o final da etapa. Mas a princípio, o Ministério não quis, negou essa alteração de calendário. O calendário para o Pantanal já é estendido. Ele vai até o dia 15 de dezembro. São 45 dias, mas a gente pediu prorrogação, porque pela legislação, já em vigor, uma etapa de vacinação no país pode ser de até 60 dias. Então a gente já está acompanhando para ver como é que vai ser o desenrolar.
 
Leiagora - Ainda faltam muitas mudanças para que Mato Grosso chegue em 2022 e pare com a vacinação contra a febre aftosa?
 

Daniela Bueno - Para Mato Grosso não falta muito. Ele tem a quantidade de itens avaliados e no check list, o Estado de Mato Grosso é um dos que mais avançaram. Se não me engano, o Indea falou que faltam apenas quatro ações para terminar e duas para iniciar. Então está muito próximo dessa avaliação. No entanto, para se falar que o Estado vai estar pronto, não estará pronto sozinho. Mesmo que a gente consiga fazer esses quatro itens serem avaliados positivamente, não temos como avançar, se o nosso bloco não avançar junto. Pelo menos nos estados que nós temos dependência comercial.
 
É impossível nós falarmos de retirada de vacinação como fez o Paraná, que pediu para sair sozinho. Eles já tinham o Rio Grande do Sul, que também solicitou e ele está do lado de Santa Catarina, que já é livre. Agora, com Mato Grosso, se não tiver o Pará junto, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, não tem condições. Então para a gente tirar precisamos acompanhar a evolução do bloco.
 
Todos estão sendo acompanhado pelo Ministério da Agricultura. Tem um calendário de auditoria feito pelo Ministério e nós temos um calendário de reuniões anuais, no qual vai se apresentando os resultados. A princípio, para esse bloco, a última vacinação seria em maio do ano que vem, mas essa data já foi suspensa. Devido a pandemia, os Estados que precisavam fazer grandes investimentos, não puderam fazer, porque os recursos foram todos destinados para a saúde humana e, não animal. Já tem certo que a gente vacina até novembro do ano que vem, aí nós vamos ser realmente avaliados, aí o Ministério faz uma nova propositura de calendário. Mas o que está certo é que as duas etapas de vacinação do ano que vem ainda permanecem. Se vai permanecer em 2022 ou para frente, aí é uma avaliação que vai ser feita, não só de Mato Grosso, mas do bloco todo.
 
Leiagora - Estamos em período de eleição e Mato Grosso vai eleger um novo senador. Há alguma pauta que o setor produtivo precisa que esse senador, junto com os demais, coloque em discussão de forma imediata, sobretudo, nesse período de pandemia?
 

Daniela Bueno - A pauta prioritária hoje, não só para a pecuária, mas para o agro como um todo é a reforma tributária. Nós precisamos de senadores que realmente tenham uma visão de luta para questões que afetam diretamente o setor produtivo do país. Nosso estado é agropecuário, 50% do PIB vem do agro. Então a gente está bastante preocupado, principalmente com a possibilidade da taxação dos insumos, que poderia aumentar substancialmente o valor da produção.
 
Leiagora - Tem se discutido sobre ferrovias no Estado, se confirmada a construção dessas rotas, o que precisa ser levado em consideração, para que junto com o trilho o setor produtivo seja beneficiado, de fato?
 

Daniela Bueno - Hoje nós não temos uma cultura de transporte animal em ferrovia.  A gente nem sabe se dentro desses projetos eles incluem o transporte animal. Sabemos que a carne escoada talvez tenha mais facilidade de sair. Mas os animais vivos, que é o que a gente representa hoje, os pecuaristas eles não têm grande previsibilidade de transporte.  Somente, realmente o escoamento da carne, que vai chegar mais fácil até os portos. Mas isso não impacta os produtores.
 
Leiagora - O que você destacaria desse tempo vivido pela pecuária mato-grossense. Como o mercado e criadores tem reagido?
 

Daniela Bueno - É importante falar que o produtor está sendo muito bem remunerado. A gente teve um aumento significativo no valor da arroba neste ano, no entanto, o custo de produção aumentou absurdamente. Para se ter noção, um animal de reposição, de um ano para cá, teve 84% de valorização. Aí você tem a falta do milho, que aumentou mais de 50%, no valor da saca. Ele que é importantíssimo para a nossa produção. Um dos reflexos desse aumento do milho e desse alto valor de animal de reprodução já foi a diminuição dos confinamentos, neste ano no Estado. Nós tivemos a diminuição de quase 30% a quantidade dos animais confinados.
 
Então a gente precisa que, realmente, essa remuneração no valor da arroba não volte aos patamares do ano passado, se não, fica simplesmente impraticável a pecuária dentro do Estado, com esses valores altíssimos de produção. Sem falar dos insumos que são vinculados ao dólar. Então o pecuarista está ganhando bem, está sendo bem remunerado, mas o custo de produção dele mais que duplicou.
 
Leiagora - Setor produtivo foi o que mais contratou e manteve pessoas empregadas. Apesar do momento econômico que o Brasil vive, isso está relacionado apenas ao fato da demanda por comida ou vai além disso?


Daniela Bueno - Sem dúvida alguma é demanda por comida. Mesmo com a diminuição no início, quando o consumo teve uma queda bem significativa, com o fechamento dos restaurantes, das escolas, das indústrias. Com um grande número de desempregados, quer dizer, a pessoa com menos dinheiro no bolso, a primeira coisa que ela faz é substituir a carne, mas esse consumo já voltou bastante e, assim, o que segurou muito o setor, foram as exportações. Se não fosse o volume das exportações, realmente nos primeiros três meses a diminuição do consumo interno teria feito o setor dá uma baqueada.
 
Mas assim, a pecuária em si, emprega pouca gente. Não teria como mandar embora por causa da pandemia porque os animais ficam lá. Os animais não nasceram agora na pandemia. A pecuária tem um ciclo longo, então você tem que manter esses animais, vivos ou não, prontos para serem consumidos ou não, eles estariam no pasto esperando. Para isso, você tem que manter os empregos da mesma forma. Mas as industrias frigorificas que teriam um maior impacto, teve pouquíssimas plantas fechadas no Estado, mas fechada por pouco tempo. Teve férias coletivas. Não teve grandes demissões.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet