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Notícias / Política

02/12/2020 às 15:00

Candidatos ao Senado ultrapassam limite de gastos e Leitão teve maior despesa

Derrotado nas urnas no último dia 15, o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) foi o candidato ao Senado Federal que mais gastou.

Kamila Arruda

Candidatos ao Senado ultrapassam limite de gastos e Leitão teve maior despesa

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Dos 11 postulantes à senatória no pleito suplementar deste ano, apenas quatro candidatos respeitaram o limite de gastos de R$ 3 milhões imposto pela Justiça Eleitoral. Trata-se de Feliciano Azuaga (Novo), Procurador Mauro (Psol), Reinaldo Moraes (PSC) e Valdir Barranco (PT).

Derrotado nas urnas no último dia 15, o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) foi o candidato ao Senado Federal que mais gastou com a campanha eleitoral. O tucano investiu R$ 11.951.336,96 milhões na corrida a senatória, onde a sua maior despesa foi com comunicação visual. Somente com isso, ele desembolsou R$ 719,7 mil.

Além de ultrapassar o limite de gastos, Leitão ainda não angariou os recursos necessários para cobrir todas as suas despesas de campanha. Conforme sistema de prestação de Contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano arrecadou R$ 10.986.980,00 milhões em doações, com isso, ele acumulou quase R$ 1 milhão em dívida. 

Eleito senador por Mato Grosso no último dia 15, Carlos Fávaro (PSD) gastou R$ 10.928.483,20 milhões para permanecer no Senado Federal por mais três anos, tendo em vista que já estava no cargo como senador interino. A maior despesa do social democrata foi com comunicação estratégica, R$ 1,4 milhão.

Por outro lado, angariou R$ 11.730.192,00 milhões para cobrir os seus gastos com a campanha eleitoral. Com isso, o senador encerra o processo eleitoral com pouco mais de R$ 800 mil em caixa.

O advogado Euclides Ribeiro (Avante) também não ficou atrás quando o assunto foi gastos com a campanha eleitoral. O jurista apresenta uma despesa de R$ 10.298.201,92 milhões, sendo o seu maior gasto a produção de programa eleitoral, R$ 700,4 mil.

A sua arrecadação, contudo, fechou em R$ 8.228.948,00 milhões, o que representa uma dívida de mais de R$ 2 milhões.

A Coronel Fernanda (Patriota), intitulada a candidata do presidente Jair Bolsonaro, também encerra a campanha com dívidas. A militar apresenta um débito de aproximadamente R$ 1,9 milhão. Isto porque, a sua arrecadação não cobre as despesas contraídas no decorrer da campanha eleitoral.

No total, Fernanda apresenta uma despesa de R$ 8.234.695,00 milhões, mas arrecadou apenas R$ 6.254.780,00 milhões.

Na tentativa de trocar a Câmara Federal pelo Senado, o deputado federal José Medeiros (Podemos) investiu R$ 5.219.485,40 milhões com a campanha eleitoral. A produção de programa eleitoral foi a sua maior despesa, R$ 700 mil.

Por outro lado, angariou R$ 5.227.485,40 milhões em doações, o que garante a ele nenhum débito após o encerramento do processo eleitoral.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) também extrapolou os gastos com a sua campanha eleitoral rumo ao Senado Federal. O parlamentar apresenta uma despesa de R$ 4.223.047,08 milhões. Apesar disso, Não ficou com dívidas, uma vez que conseguiu arrecadar R$ 4.417.000,00 milhões.

Outro que também não respeitou o limite de gastos imposto pela Justiça Eleitoral foi o ex-governador Pedro Taques (SD), que investiu R$ 3.553.998,76 milhões a fim de retornar ao Senado Federal.

O solidário ainda sai da campanha eleitoral com dívidas, tendo em vista que arrecadou apenas R$ 2.930.400,00 milhões para cobrir as despesas que teve no processo eleitoral.

Confira os gastos e arrecadação dos demais candidatos

Feliciano Azuaga (NOVO)
Receita R$ 257.700,72 mil
Despesa R$ 189.075,96 mil

Procurador Mauro (PSol)
Receita R$ 544.820,00 mil
Despesa R$ 420.000,00 mil

Reinaldo Moraes (PSC)
Receita R$ 3.128.236,40 milhões
Despesa R$ 2.960.848,40 milhões

Valdir Barranco (PT) 
Receita R$ 1.065.936,00 milhão
Despesa R$ 1.221.826,72 milhão 

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