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Notícias / Política

11/01/2021 às 11:01

Dez anos depois, deputados que votaram pelo VLT agora querem BRT

A obra está paralisada desde 2014, envolveu esquema de corrupção milionário e cidade segue sem nenhum dos modais

Kamila Arruda

A troca do modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande tem gerado polêmica na baixada cuiabana. Dentre os 24 deputados estaduais que participaram da votação na semana passada e autorizaram o Governo do Estado a trocar o VLT pelo BRT, cinco também estiveram presentes na votação que derrubou o BRT e garantiu o empréstimo de mais de R$ 700 milhões para o implantação do VLT.

Trata-se dos deputados Carlos Avalone (PSDB), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Nininho (PSD), Romoaldo Junior (MDB) e Sebastião Rezende (PSC). Todos foram a favor da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em 2011, quando o então governador Silval Barbosa optou pelo modal ao invés do Ônibus de Transito Rapido (BRT), sob a alegação de que o modelo seria mais viável para atender a demanda da Copa de 2014.

Em delação premiada firmada com a Justiça, o ex-governador ainda afirmou que sete parlamentares exigiram dinheiro de propina de obras da Copa do Mundo de 2014 para aprovar as contas do Executivo durante a gestão dele. Entre eles estariam Romoaldo e Dilmar.

Quase dez anos depois, os cinco deputados recuaram de seu posicionamento e se colocaram a favor do BRT, seguindo a decisão do governador Mauro Mendes (DEM).

A obra está paralisada desde 2014 e apesar disso, gera custos aos cofres do estado. Para o chefe do Executivo Municipal é inviável dar continuidade a implantação do VLT, tendo em vista o tempo para a conclusão da obra, o valor a ser investido, e ainda o valor da tarifa.

Por conta disso, optou pela implantação do BRT. A troca do modal foi aprovada pelo Parlamento Estadual na semana passada com os votos contrários dos dois deputados do Partido dos Trabalhadores (PT).

Apesar dos argumentos apresentados, Mendes ainda enfrenta a resistência da Prefeitura de Cuiabá, sob o comando de Emanuel Pinheiro (MDB), que tenta a todo custo derrubar a decisão do governador na Justiça. 

O emedebista afirma que Mendes bateu o martelo quanto a troca de modal de forma unilateral, sem ouvir os municípios envolvidos. Ele, entretanto, já perdeu dois recursos.

Emanuel também figurava como deputado estadual em 2011, quando houve e troca do BRT para o VLT. O atual prefeito, inclusive, chegou a ser o presidente da Comissão Especial de Acompanhamento das Obras da Copa do Mundo.

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