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Notícias / Agro e Economia

12/01/2021 às 14:46

Exportações da soja devem se manter alta e baixo volume de chuva preocupa produtores do Estado

Mesmo com a pandemia em 2020, o país comercializou mais de 84 milhões de toneladas da oleaginosa para o exterior

Edyeverson Hilario

Exportações da soja devem se manter alta e baixo volume de chuva preocupa produtores do Estado

Foto: Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

Nos últimos anos as vendas de soja no mercado internacional têm registrado recordes para o Brasil. Mesmo com a pandemia, em 2020 não foi diferente, o país comercializou mais de 84 milhões de toneladas da oleaginosa para o exterior. Cenário que deve permanecer neste ano. Isso, se a produção atender as expectativas dos produtores, já que o baixo volume das chuvas tem preocupado os sojicultores, uma vez que, a produtividade do campo pode estar em xeque.
 
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Fernando Cadore, relata que as exportações devem se manter no patamar do que foi visto no ano passado, contudo pontuou que a produtividade do campo preocupa os sojicultores do Estado.
 
Observou que por conta das vendas antecipadas da safra, as exportações podem não alcançar os patamares demonstrado no ano passado. Quanto a produtividade, disse que é difícil falar. “Quando se depende de uma variável que você não controla, como o clima, é muito difícil fazer previsões.
 
Ainda argumentou que nesses casos o melhor a se fazer é ter equilíbrio nas previsões, já que a “condição climática pode levar toda uma safra, ou pode fazer com que ela seja uma supersafra”.
 
Explica que se não tiver chuvas neste mês, “a gente pode ter uma safra com metade do volume da do ano passado”. Situação catastrófica para o setor produtivo e resultar na perda de bilhões de dólares.
 
Também comentou que mesmo que tenha uma boa safra e ainda não tenha a colhido, pode haver a perda durante a colheita. “Por isso temos que ter cautela para falar a respeito”.
 
“O produtor se levanta todo dia para que a safra seja melhor, porém é muito perigoso falar em supersafra ou quebra de safra, sem a consolidação climática. Ainda mais em um país em que as previsões climáticas são defasadas. Não temos uma previsão confiável, nem mesmo a curto prazo”, relata.

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