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Notícias / Política

14/01/2021 às 08:15

Sem vacina para todos os prioritários, Estado terá que escolher quem imunizar

Secretário de Saúde do Estado afirma que MT tenta comprar doses extras mas fica amarrado ao plano do governo federal

Camilla Zeni

Sem vacina para todos os prioritários, Estado terá que escolher quem imunizar

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Na corrida para a imunização mundial contra o novo coronavírus, os Estados enfrentam mais uma preocupação: sem vacina sequer para todos os prioritários, é necessário estabelecer critérios para escolher quem vai se vacinar primeiro. É o caso vivido em Mato Grosso, segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

De acordo com o secretário, a primeira leva de vacinas adquirida pelo Governo Federal, responsável pela compra e distribuição do imunizante para todos os estados, terá apenas 8 milhões de doses disponibilizadas de forma imediata. Com isso, segundo Gilberto, nem mesmo todo o grupo prioritário vai conseguir ser imunizado completamente. 

“O grande problema é que os lotes que serão disponibilizados serão insuficientes, em um primeiro momento, para atender, inclusive, os grupos prioritários estabelecidos pelo Governo Federal. Nós estamos debruçados, inclusive, para saber qual é a estratégia. Vamos ter que selecionar um público dentro do próprio público”, explicou o secretário, ao deixar a sede do governo estadual, na manhã desta quarta-feira (13).

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Gilberto lembrou que o grupo prioritário para vacinação é diferente do grupo de risco. Em um primeiro momento devem ser vacinados os profissionais da Saúde e da Segurança Pública, idosos com mais de 75 anos, idosos que vivem em asilos, pessoas internadas em instituições psiquiátricas e indígenas. Em todo o país, conforme Gilberto, esse grupo prioritário simboliza 19% da população nacional. 

Apesar da falta de vacinas suficientes, o secretário apontou que nem mesmo o plano de vacinação do governo federal previu cobertura de 100% da população, mas que, apesar disso, 100% da produção da Fiocruz e do Instituto Butantan foram comprados pela União. Por isso também, segundo o secretário, Mato Grosso tem dificuldades de comprar doses extras de vacina. 

“Vamos estar envidando esforços para saber se podemos fazer isso. Nosso sonho é imunizar toda a população, mas para isso tem regras nacionais”, colocou.

Já em relação à distribuição das vacinas, conforme o secretário, o plano de logística já está montado e garante que as doses cheguem a todas as cidades em até dois dias após a chegada dos imunizantes. Contudo, o Estado pleiteia junto aos municípios a possibilidade de que ao menos a vacinação dos servidores da Saúde fiquem sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde.

 

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