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Notícias / Política

22/01/2021 às 12:05

Max vê judicialização e aponta que briga por VLT pode se arrastar por até 10 anos

Deputado avaliou que decisão de modal não pode ser unilateral e pediu que Mauro e Emanuel se esforcem para um consenso

Camilla Zeni

Max vê judicialização e aponta que briga por VLT pode se arrastar por até 10 anos

Foto: Marcos Lopes/ALMT

O deputado estadual Max Russi (PSB) pediu que o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), se esforcem para um diálogo a fim de encontrar a melhor solução para as obras paradas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo ele, essa é a saída para que não haja judicialização da demanda.

Desde que o governo anunciou a mudança do modal para o Bus Rapid Transit (BRT), no fim de dezembro, o prefeito busca suspender a troca do meio de transporte, alegando que não está convicto sobre qual dos projetos é mais viável. Emanuel também criticou o governador por ter tomado uma decisão sem diálogo com as prefeituras envolvidas. 

Por conta dos impasses, que já envolveram a Justiça, Max acredita que a implantação de VLT ou BRT não deve ser uma realidade para Cuiabá e Várzea Grande ao menos pelos próximos cinco anos. Isso porque, em sua visão, o assunto deve se arrastar na judicialização.

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“A nossa população espera, muito mais do que ser um VLT ou BRT, um encaminhamento por parte do governador e do prefeito, para que realmente se efetive uma solução prática”, avaliou o deputado, em entrevista à rádio CBN Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (22).

Em sua avaliação, com a briga entre os gestores, “teremos uma grande possibilidade disso se arrastar pelos próximos 5, 10 anos”. 

“Acho que a divergência de ideias é salutar, mas nesse momento você tem que procurar um diálogo muito forte, com os pontos técnicos valorizados e ver aquilo que realmente vai ser executado, e no menor tempo possível. [...] Se não encontrar uma solução em um diálogo, eu, particularmente, acredito que não teremos BRT nem VLT pelos próximos cinco anos”, completou. 

O deputado ponderou ainda que, apesar da decisão do governo estadual, a implantação de qualquer modal depende também dos gestores municipais, de forma que não bastaria uma decisão unilateral, e ressaltou que 
a maior prejudicada pela falta de entendimento entre os gestores é a população das duas cidades.

Nessa quinta-feira (21), o prefeito Emanuel Pinheiro anunciou a criação de uma comissão para analisar os estudos técnicos que apontaram a inviabilidade do VLT e a necessidade de mudança pelo BRT. Os trabalhos foram elaborados por um grupo específico, criado pelo Governo do Estado. Segundo o prefeito, o Estado poderá indicar técnicos para compor a comissão.

Por sua vez, o governo também faz uma reunião para apresentação do plano de integração do BRT com as linhas de ônibus das cidades nesta sexta-feira (22). Um ofício foi enviado para as prefeituras no início da semana, sendo que nenhum dos municípios confirmou que enviará técnicos para a reunião, realizada na Secretaria de Infraestrutura e Logística.

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